terça-feira, 30 de setembro de 2014

Agricultores contratam funcionários para fazer a colheita de coco em SE

Aproximação do verão provocou aumento na procura pelo coco no estado.
Mas na Bahia, frutos apodrecem nas propriedades por falta de comprador. 

Do Globo Rural
Com a aproximação do verão, a temperatura sobe e há aumento da procura pela água de coco. Em Sergipe, os agricultores que apostaram no cultivo do fruto estão contratando mais funcionários para dar conta de tanta demanda.
Os caminhões estão carregados e há muito trabalho no campo. A chegada da temporada de calor acelera a produção de coco verde anão. No município de Neópolis, funciona um projeto de irrigação implantado pelo governo do estado. A água que garante o desenvolvimento dos frutos vem do Rio São Francisco.
A área de cultivo de coco verde chega a 1,4 mil hectares. Nesta época, a produção passa de um milhão de frutos por mês na propriedade com 115 mil pés de coqueiro anão. Com o aumento nas vendas cresce também o número de contratações. Em uma das propriedades da região trabalham hoje cem pessoas. Mas a expectativa é contratar entre 20 e 30 novos funcionários nos próximos meses. O coco está sendo vendido por R$ 0,50 a unidade. A expectativa dos agricultores é que o preço dobre até o final do ano.
Mas a situação para quem produz coco não é tão boa na região de Juazeiro, na Bahia. Sem comprador, os frutos estão apodrecendo nas propriedades. Essa é a situação do lote de sete hectares do agricultor Francisco de Jesus. A safra do terceiro trimestre deste ano, que deveria ter sido colhida e vendida para outros estados do Nordeste e do Sudeste, ficou na roça por causa do baixo preço do produto nesta época do ano.
A queda no preço do coco entre os meses de julho, agosto e começo de setembro já era esperada. Mas este ano o valor baixou tanto que muitos agricultores preferiram perder a produção a ter que pagar para colher os frutos.
“Particularmente, aqui no perímetro existia uma agroindústria. Nessa época, eles entregavam coco para essa agroindústria. No ano passado, essa agroindústria fechou. De agora em diante, os preços vão melhorar. Eles têm que descartar o coco que já amadureceu para que os próximos venham com qualidade melhor”, explicou o agrônomo Flávio Bastos.
A Bahia, principal produtor nacional de coco, responde por 29% da safra. Sergipe é o terceiro, com 12%.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/09/agricultores-contratam-funcionarios-para-fazer-colheita-de-coco-em-se.html

domingo, 14 de setembro de 2014

A Cultura do Coqueiro-Embrapa

Tratos culturais
Durante a fase jovem, que corresponde em média aos três e/ou quatro primeiros anos de cultivo, os cuidados dispensados às plantas deverão se refletir na precocidade de produção e produtividade do coqueiral. Da mesma forma, durante a fase adulta, a adoção de tratos culturais adequados, constitui-se em fator fundamental para que se obtenha produção regular de frutos durante o ano.

Roçagem mecânica das entrelinhas
Quando o objetivo é o plantio de coqueiros anões, visando o mercado de água de coco, ou mesmo de coqueiros híbridos, para atender a indústria de alimentos, na maioria das situações, a irrigação constitui-se numa prática de fundamental importância para que se obtenha bons resultados. Considerando-se que neste caso, as exigências de água e nutrientes são devidamente supridas, a roçagem da vegetação natural nas entrelinhas de plantio dos coqueiros, pode ser utilizada como um dos principais métodos de controle das plantas infestantes.
Em áreas não irrigadas, o uso freqüente da roçagem mecânica não deve ser recomendada, uma vez que pode favorecer a infestação de gramíneas, como por exemplo o “capim gengibre” (Paspalum maritimum L) espécie largamente encontrada nas regiões tradicionais de cultivo do Nordeste do Brasil, a qual, por apresentar pontos de crescimento abaixo do nível de corte da roçadeira, expande-se rapidamente, competindo com o coqueiro por água e nutrientes, prejudicando seu desenvolvimento e produção.

Gradagem do solo
O uso da grade de discos nas entrelinhas de plantio dos coqueiros cultivados em sequeiro, constituiu-se ao longo dos anos, como uma das principais práticas culturais, utilizada largamente entre médios e grandes produtores dedicados ao cultivo do coqueiro da variedade Gigante, para produção de coco seco destinado a indústria de alimentos e/ou mercado de frutos para consumo doméstico.. Seus resultados positivos estão relacionados à sua maior eficiência de controle das plantas infestantes, consequentemente reduzindo a competição por água e nutrientes, beneficiando assim o coqueiro. Deve-se ressaltar no entanto, que a longo prazo, o uso freqüente desta prática, poderá provocar danos às raízes dos coqueiros, favorecendo o processo de erosão e lixiviação de nutrientes, além de proporcionar degradação das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. No caso de solos de tabuleiros o efeito desta prática é ainda mais drástico devendo ser evitada em função dos problemas relacionados com a ocorrência de camadas coesas, comuns neste tipo de solo.
A utilização da gradagem deverá restringir-se portanto, àquelas regiões mais secas, preferencialmente realizada entre o final do período chuvoso e início do período seco, proporcionando assim a incorporação da vegetação de cobertura ao solo, não devendo ultrapassar no entanto 20cm de profundidade. Deve-se observar uma distância mínima de 2m de raio a partir do coleto e/ou estipe do coqueiro, evitando-se assim corte excessivo de raízes do coqueiro.
Em plantios irrigados e/ou em regiões que não apresentam déficit hídrico, não é aconselhável o emprego da gradagem, em função dos aspectos comentados anteriormente.

Consorciação nas entrelinhas de plantio
As entrelinhas de plantio, constituem-se nas áreas situadas entre as linhas de plantio dos coqueiros, as quais, são utilizadas para cultivo com outras culturas, principalmente durante a fase que antecede ao início da produção, que corresponde em média aos quatro primeiros anos de cultivo. São utilizadas principalmente por pequenos produtores durante o período chuvoso do ano, para plantio de culturas de subsistência tais como milho, feijão e mandioca entre outras, as quais, podem favorecer indiretamente o desenvolvimento do coqueiro. Esta prática deve ser utilizada durante a fase jovem que vai até o terceiro ou quarto ano de idade, ou após 20 anos, quando a cultura permite maior passagem de luz. Quando comparado a outros sistemas de manejo, a consorciação é considerada como uma prática recomendável de onde se tem obtido resultados bastante satisfatórios. Além de proporcionar receita suficiente para cobrir ou amenizar os custos de implantação do coqueiro, vários outras vantagens podem ser considerados tais como: maior proteção do solo, reciclagem de nutrientes, benefícios indiretos proporcionados pelos tratos culturais dispensados à cultura consorciada, maior eficiência de uso do solo etc.
Quando comparada às práticas de roçagem e/ou gradagem comentadas anteriormente, a consorciação apresenta vantagens, tanto no que se refere ao aspecto técnico como no econômico. Com relação às dificuldades de manejo das áreas consorciadas, recomenda-se o plantio em linhas alternadas, viabilizando assim o trânsito de máquinas e equipamentos que se fizerem necessários.
A cultura a ser selecionada para a consorciação com o coqueiro, deve levar em consideração os aspectos relacionados com a adaptabilidade às condições de clima e solo locais, as questões de mercado e as características da cultura que se quer implantar. Recomenda-se de maneira geral, a manutenção de um raio de aproximadamente 2m a partir do coleto das plantas, como forma de evitar excesso de competição entre as culturas consorciadas, e facilitar o manejo da cultura principal.

Consorciação nas faixas de plantio
A faixa de plantio, corresponde a área de maior influência das raízes do coqueiro, apresentando largura de 4m equivalente ao diâmetro da zona do coroamento e que apresenta comprimento variável em função do espaçamento adotado. Em plantios irrigados, durante a fase inicial de plantio, esta área pode ser utilizada para plantio com outras culturas, em geral frutíferas, as quais têm como função o melhor aproveitamento da água de irrigação disponível na região de abrangência dos microaspersores.
A cultura do mamoeiro tem se constituído uma das principais alternativas de consórcio, podendo ser plantada entre coqueiros na mesma linha de plantio. Nesse caso, aproveita-se a existência de dois microaspersores/planta, originalmente dimensionados para a irrigação do coqueiro, para que façam a irrigação concomitante dos mamoeiros. O ciclo produtivo da cultura do mamoeiro é de aproximadamente três anos, e, ao final do mesmo, inicia-se a fase produtiva do coqueiro, permitindo assim ao produtor a obtenção de receita desde a implantação do projeto. Segundo opinião de produtores que adotam esse sistema de plantio, os maiores benefícios foram obtidos quando se utilizam quatro mamoeiros entre dois coqueiros, nesse caso, deslocando-se um microaspersor para o meio da linha, garantindo assim o fornecimento de água à cultura consorciada. Outras alternativas, como por exemplo o consórcio com a bananeira, encontra-se ainda em fase avaliação não apresentando portanto resultados conclusivos.
Em áreas não irrigadas, o consórcio na faixa de plantio apresenta limitações em função das questões relacionadas com a competição por água e nutrientes.

Cobertura do solo com leguminosas
As leguminosas destacam-se pela capacidade de fixação de nitrogênio por meio da associação das suas raízes com bactérias do gênero Rhizobium, o qual é incorporado ao solo e disponibilizado às plantas cultivadas, proporcionando ainda melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo quando da incorporação da biomassa produzida.
Entre as espécies de ciclo curto, o feijão-de-porco (Canavalia ensiformis L.) é considerado uma das principais espécies utilizadas como adubação verde na região dos tabuleiros costeiros do Nordeste do Brasil, tendo em vista a sua grande capacidade de produção de biomassa e fixação de nitrogênio. As sementes devem ser implantadas em covas ou a lanço e posteriormente incorporada ao solo com gradagem leve. No período de floração, recomenda-se a realização da roçagem manual ou mecânica, permanecendo a biomassa na superfície do solo.
A utilização de leguminosas perenes como cobertura de solo, além de apresentar maior aporte de nitrogênio para o coqueiro, apresenta também como vantagem a elevação dos teores de matéria orgânica, maior proteção contra a erosão e redução da amplitude térmica do solo. A utilização dessa prática em regiões que apresentam déficit hídrico elevado, pode elevar significativamente a competição por água entre coqueiros e plantas de cobertura.
Em regiões que apresentam condições de clima e solo favoráveis, como ocorre na região Norte do Brasil, a utilização da Pueraria phaseoloides, Centrosema pubescens eCalopogonium muconoides têm apresentado resultados bastante favoráveis, uma vez que proporciona cobertura adequada do solo e melhoria da nutrição nitrogenada do coqueiro.

Associação com animais
A criação extensiva de bovinos em áreas cultivadas com coqueiros no Nordeste do Brasil é uma prática bastante utilizada. Tem como objetivo proporcionar melhor aproveitamento do espaço disponível no coqueiral, utilizando-se a pastagem nativa para a produção de carne e/ou leite. A implantação de pastagens artificiais à base de gramíneas, sobretudo do gênero Brachiaria, como o B. humidicola L., constitui-se todavia em prática não recomendável, considerando-se o aumento da competição por água e nutrientes que poderá estabelecer-se com os coqueiros, a qual será tanto maior quanto mais elevado for o déficit hídrico da região.
Eventuais problemas de compactação poderão ser contornados desde que mantida uma carga animal adequada às características do solo em uso. Por outro lado, os benefícios obtidos estão relacionados com a redução dos custos com limpeza e pela produção de esterco, o qual, poderá ser utilizado para adubação dos coqueiros, assim como pela possibilidade de aumento de receita da propriedade em função da produção adicional de carne e/ou leite.
Em áreas irrigadas, a associação com animais de grande porte como bovinos poderá ocasionar danos ao sistema de irrigação devendo portanto ser evitada. No caso de ovinos, este problema tem sido contornado, sendo que sua utilização tem crescido significativamente. Resultados obtidos pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, utilizando-se uma área de baixada litorânea implantada com coqueiros da variedade gigante com idade aproximada de 20 anos, com predominância de capim gengibre (Paspalum maritimum L) espécie nativa da região e que apresenta muito bom valor forrageiro, demonstraram que a recria/engorda de carneiros da raça Santa Inês, à taxas de 2,4 cabeças/há/ano, associada à prática sistemática de vermifugação, mineralização e controle de mosquitos, permitiu produção adicional da ordem de 30 kg/ha de peso vivo, com redução de custos de duas roçagens, sem alterar a produção de coco, desde que mantida a prática de coroamento dos coqueiros.

Aproveitamento dos restos culturais
Quando se realiza a colheita dos frutos é comum proceder-se a limpeza da copa das plantas, quando são retiradas folhas e cachos secos, material este que juntamente com as cascas de coco é geralmente queimado, sendo utilizado esporadicamente as cinzas para aplicação na zona de coroamento do coqueiro. É comum também observar-se a permanência das cascas de coco em campo, expostas às intempéries, o que provoca a perda do seu valor como fonte de nutrientes. Essa prática decorre não só do desconhecimento sobre a importância desse material, como também pelo sistema de produção adotado na maioria das propriedades, onde o coco é colhido e transportado com casca para a sede da fazenda, onde então se procede ao descascamento, amontoamento e queima das mesmas.
Nas áreas de cultivo em sequeiro onde todos os esforços devem ser envidados no sentido de conservar a umidade do solo, este material é de grande valia, uma vez que apresenta alta capacidade de retenção de água, estimada em seis vezes o seu peso, levando em média seis anos para completar a sua decomposição. Poderá ser utilizado como cobertura morta, enterrado em valas ou utilizado em covas de plantio. Constitui-se também em importante fonte de potássio e cloro, elementos estes de grande importância na nutrição do coqueiro, os quais são lixiviados quando as cascas são deixadas a campo, expostas às chuvas. Estima-se que até o sexto mês 77% destes elementos tenham sido perdidos por lixiviação.
Recomenda-se portanto, evitar a queima de folhas e cascas, devendo este material ser distribuído nas entrelinhas para posterior trituração com roçadeira, ou amontoamento nas linhas de plantio dos coqueiros. Sua utilização como cobertura morta na zona do coroamento seria também uma opção a ser utilizada devendo-se observar no entanto que neste caso, poderia dificultar o trabalho de adubação e coleta de frutos caídos.
Fonte:http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Coco/ACulturadoCoqueiro/tratos.htm

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Adubação do Coqueiro

Adubação do coqueiro
A nutrição equilibrada do coqueiro constitui-se em pré requisito de fundamental
importância para que se obtenha uma produção adequada. A determinação da
}necessidade de adubação e/ou calagem do coqueiral, deverá ser realizada
} tomando-se como base a análise do solo e foliar.
Análise de solo - para áreas já implantadas, recomenda-se a coleta de amostras
na projeção da copa das plantas, que corresponde a um raio de 2m a partir do estipe.
Deve-se coletar 20 sub amostras, tomadas a uma profundidade de 0 a 20 e 20 a 40 cm,
 para uma área homogênea de 10ha aproximadamente. As amostras coletadas nas
 entrelinhas devem ser tomadas a uma profundidade de 0 a 20cm, e tem como objetivo
avaliar a acidez do solo, para possível correção através da calagem.
Análise foliar – as folhas a serem amostradas devem estar localizadas no meio de
copa dos coqueiros. De acordo com a idade e desenvolvimento das plantas, são normalmente
 coletadas as folhas de número 4, 9, e 14, contadas a partir da folha mais nova e que
se encontra com folíolos diferenciados constituindo-se assim a folha número
 1. Em coqueiros jovens a contagem é feita, a partir da folha número 1 até aquela
que se quer amostrar. Em plantas adultas, deve-se localizar as folhas de cujas
axilas encontram-se a inflorescência mais recente aberta (folha 10), a qual,
 está situada numa posição quase que oposta (1600) àquela que dá origem a
uma inflorescência mais próxima da sua abertura (folha 9). O passo seguinte
 será a identificação da folha 14 que dá origem a um cacho com frutos médios
 do tamanho de um punho fechado, e que encontra-se localizada no meio da copa
 logo abaixo da folha 9, apresentando assim maior projeção sobre o solo. Para correta
 identificação, deve-se observar a posição das inflorescências e cachos, os quais se
 desenvolvem sempre de um mesmo lado da folha.
Identificada a folha a ser amostrada, devem ser coletados três folíolos de cada lado da
 sua parte central, amostrando-se apenas 10cm, posteriormente acondicionado em saco
 de papel.
As amostras devem ser coletadas a partir de áreas homogêneas com aproximadamente
10ha, tomando-se 25 plantas para compor uma amostra de coqueiros de origem genética
 desconhecida, 20 plantas para coqueiros híbridos e 15 planta para coqueiros anões.
As amostras devem ser coletadas no início do período seco, entre 7 e 11h da
 manhã. Quando há ocorrência de precipitação superior a 20mm torna-se necessário
 aguardar 36h para nova coleta de folhas.
Após a coleta o material deve ser enviado para laboratório no mesmo dia. Quando não
 for possível deve-se manter as amostras em refrigerador com prazo máximo de 3 dias
 após a coleta. A amostra deverá conter nome do proprietário e da propriedade,
 posição da folha amostrada, idade da planta, data de coleta, localização da amostra
 no plantio.
Fonte:http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/
Coco/ACulturadoCoqueiro/adubacao.htm

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Verão garante aumento de lucro para produtores de coco de Pernambuco

Calor faz aumentar a procura e a disparar o preço do produto.
Expectativa é de que o valor passe de R$ 0,15 para R$ 0,95.

 chegada do verão provoca otimismo para os produtores de coco do Vale do São Francisco, em Pernambuco. O calor causa aumento tanto da procura como do preço do produto.
O agricultor Ricardo Lowestein tem mais de 900 coqueiros no sítio de três hectares em Petrolina, Pernambuco. Apesar da seca que castiga o Nordeste, a irrigação da lavoura é feita com água do Rio São Francisco.
Cerca de quatro homens fazem a colheita na propriedade. Nesta época, são retirados mensalmente mais de 10 mil cocos por hectare. O coqueiro do tipo anão e não ultrapassar oito metros de altura facilita a retirada do fruto.
O verão é tradicionalmente a estação mais quente do ano. Uma água de coco bem gelada pode proporcionar frescor e alívio ao calor. De um coco é possível retirar de 400 a 600 ml de água, o corresponde a mais da metade da jarra. É por isso que o consumo do produto aumenta bastante a partir desta época.
Para o produtor Ricardo Lowenstein, este é o momento de começar a lucrar. “Hoje, o preço está em torno de R$ 0,60. Mas a gente espera que nesse período de verão, o sudeste do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, nossos principais compradores, o preço venha a melhorar. A gente espera que chegue em torno de R$ 0,90 e no Carnaval em torno de R$ 1,00, que seria o preço ideal para que a gente tivesse realmente um ganho real”,
O agricultor João Batista Reis retira com satisfação o coco. De abril a novembro, ele só consegue vender a unidade a R$ 0,15. A partir deste mês, a expectativa é de que o preço possa chegar a R$ 0,95.
A plantação de coco ocupa cerca de 2,5 mil hectares na região do Vale do São Francisco, entre Pernambuco e Bahia.
Fonte://
http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/12/verao-garante-aumento-de-lucro-para-produtores-de-coco-da-pernambuco.html