terça-feira, 30 de setembro de 2014

Agricultores contratam funcionários para fazer a colheita de coco em SE

Aproximação do verão provocou aumento na procura pelo coco no estado.
Mas na Bahia, frutos apodrecem nas propriedades por falta de comprador. 

Do Globo Rural
Com a aproximação do verão, a temperatura sobe e há aumento da procura pela água de coco. Em Sergipe, os agricultores que apostaram no cultivo do fruto estão contratando mais funcionários para dar conta de tanta demanda.
Os caminhões estão carregados e há muito trabalho no campo. A chegada da temporada de calor acelera a produção de coco verde anão. No município de Neópolis, funciona um projeto de irrigação implantado pelo governo do estado. A água que garante o desenvolvimento dos frutos vem do Rio São Francisco.
A área de cultivo de coco verde chega a 1,4 mil hectares. Nesta época, a produção passa de um milhão de frutos por mês na propriedade com 115 mil pés de coqueiro anão. Com o aumento nas vendas cresce também o número de contratações. Em uma das propriedades da região trabalham hoje cem pessoas. Mas a expectativa é contratar entre 20 e 30 novos funcionários nos próximos meses. O coco está sendo vendido por R$ 0,50 a unidade. A expectativa dos agricultores é que o preço dobre até o final do ano.
Mas a situação para quem produz coco não é tão boa na região de Juazeiro, na Bahia. Sem comprador, os frutos estão apodrecendo nas propriedades. Essa é a situação do lote de sete hectares do agricultor Francisco de Jesus. A safra do terceiro trimestre deste ano, que deveria ter sido colhida e vendida para outros estados do Nordeste e do Sudeste, ficou na roça por causa do baixo preço do produto nesta época do ano.
A queda no preço do coco entre os meses de julho, agosto e começo de setembro já era esperada. Mas este ano o valor baixou tanto que muitos agricultores preferiram perder a produção a ter que pagar para colher os frutos.
“Particularmente, aqui no perímetro existia uma agroindústria. Nessa época, eles entregavam coco para essa agroindústria. No ano passado, essa agroindústria fechou. De agora em diante, os preços vão melhorar. Eles têm que descartar o coco que já amadureceu para que os próximos venham com qualidade melhor”, explicou o agrônomo Flávio Bastos.
A Bahia, principal produtor nacional de coco, responde por 29% da safra. Sergipe é o terceiro, com 12%.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/09/agricultores-contratam-funcionarios-para-fazer-colheita-de-coco-em-se.html

domingo, 14 de setembro de 2014

A Cultura do Coqueiro-Embrapa

Tratos culturais
Durante a fase jovem, que corresponde em média aos três e/ou quatro primeiros anos de cultivo, os cuidados dispensados às plantas deverão se refletir na precocidade de produção e produtividade do coqueiral. Da mesma forma, durante a fase adulta, a adoção de tratos culturais adequados, constitui-se em fator fundamental para que se obtenha produção regular de frutos durante o ano.

Roçagem mecânica das entrelinhas
Quando o objetivo é o plantio de coqueiros anões, visando o mercado de água de coco, ou mesmo de coqueiros híbridos, para atender a indústria de alimentos, na maioria das situações, a irrigação constitui-se numa prática de fundamental importância para que se obtenha bons resultados. Considerando-se que neste caso, as exigências de água e nutrientes são devidamente supridas, a roçagem da vegetação natural nas entrelinhas de plantio dos coqueiros, pode ser utilizada como um dos principais métodos de controle das plantas infestantes.
Em áreas não irrigadas, o uso freqüente da roçagem mecânica não deve ser recomendada, uma vez que pode favorecer a infestação de gramíneas, como por exemplo o “capim gengibre” (Paspalum maritimum L) espécie largamente encontrada nas regiões tradicionais de cultivo do Nordeste do Brasil, a qual, por apresentar pontos de crescimento abaixo do nível de corte da roçadeira, expande-se rapidamente, competindo com o coqueiro por água e nutrientes, prejudicando seu desenvolvimento e produção.

Gradagem do solo
O uso da grade de discos nas entrelinhas de plantio dos coqueiros cultivados em sequeiro, constituiu-se ao longo dos anos, como uma das principais práticas culturais, utilizada largamente entre médios e grandes produtores dedicados ao cultivo do coqueiro da variedade Gigante, para produção de coco seco destinado a indústria de alimentos e/ou mercado de frutos para consumo doméstico.. Seus resultados positivos estão relacionados à sua maior eficiência de controle das plantas infestantes, consequentemente reduzindo a competição por água e nutrientes, beneficiando assim o coqueiro. Deve-se ressaltar no entanto, que a longo prazo, o uso freqüente desta prática, poderá provocar danos às raízes dos coqueiros, favorecendo o processo de erosão e lixiviação de nutrientes, além de proporcionar degradação das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. No caso de solos de tabuleiros o efeito desta prática é ainda mais drástico devendo ser evitada em função dos problemas relacionados com a ocorrência de camadas coesas, comuns neste tipo de solo.
A utilização da gradagem deverá restringir-se portanto, àquelas regiões mais secas, preferencialmente realizada entre o final do período chuvoso e início do período seco, proporcionando assim a incorporação da vegetação de cobertura ao solo, não devendo ultrapassar no entanto 20cm de profundidade. Deve-se observar uma distância mínima de 2m de raio a partir do coleto e/ou estipe do coqueiro, evitando-se assim corte excessivo de raízes do coqueiro.
Em plantios irrigados e/ou em regiões que não apresentam déficit hídrico, não é aconselhável o emprego da gradagem, em função dos aspectos comentados anteriormente.

Consorciação nas entrelinhas de plantio
As entrelinhas de plantio, constituem-se nas áreas situadas entre as linhas de plantio dos coqueiros, as quais, são utilizadas para cultivo com outras culturas, principalmente durante a fase que antecede ao início da produção, que corresponde em média aos quatro primeiros anos de cultivo. São utilizadas principalmente por pequenos produtores durante o período chuvoso do ano, para plantio de culturas de subsistência tais como milho, feijão e mandioca entre outras, as quais, podem favorecer indiretamente o desenvolvimento do coqueiro. Esta prática deve ser utilizada durante a fase jovem que vai até o terceiro ou quarto ano de idade, ou após 20 anos, quando a cultura permite maior passagem de luz. Quando comparado a outros sistemas de manejo, a consorciação é considerada como uma prática recomendável de onde se tem obtido resultados bastante satisfatórios. Além de proporcionar receita suficiente para cobrir ou amenizar os custos de implantação do coqueiro, vários outras vantagens podem ser considerados tais como: maior proteção do solo, reciclagem de nutrientes, benefícios indiretos proporcionados pelos tratos culturais dispensados à cultura consorciada, maior eficiência de uso do solo etc.
Quando comparada às práticas de roçagem e/ou gradagem comentadas anteriormente, a consorciação apresenta vantagens, tanto no que se refere ao aspecto técnico como no econômico. Com relação às dificuldades de manejo das áreas consorciadas, recomenda-se o plantio em linhas alternadas, viabilizando assim o trânsito de máquinas e equipamentos que se fizerem necessários.
A cultura a ser selecionada para a consorciação com o coqueiro, deve levar em consideração os aspectos relacionados com a adaptabilidade às condições de clima e solo locais, as questões de mercado e as características da cultura que se quer implantar. Recomenda-se de maneira geral, a manutenção de um raio de aproximadamente 2m a partir do coleto das plantas, como forma de evitar excesso de competição entre as culturas consorciadas, e facilitar o manejo da cultura principal.

Consorciação nas faixas de plantio
A faixa de plantio, corresponde a área de maior influência das raízes do coqueiro, apresentando largura de 4m equivalente ao diâmetro da zona do coroamento e que apresenta comprimento variável em função do espaçamento adotado. Em plantios irrigados, durante a fase inicial de plantio, esta área pode ser utilizada para plantio com outras culturas, em geral frutíferas, as quais têm como função o melhor aproveitamento da água de irrigação disponível na região de abrangência dos microaspersores.
A cultura do mamoeiro tem se constituído uma das principais alternativas de consórcio, podendo ser plantada entre coqueiros na mesma linha de plantio. Nesse caso, aproveita-se a existência de dois microaspersores/planta, originalmente dimensionados para a irrigação do coqueiro, para que façam a irrigação concomitante dos mamoeiros. O ciclo produtivo da cultura do mamoeiro é de aproximadamente três anos, e, ao final do mesmo, inicia-se a fase produtiva do coqueiro, permitindo assim ao produtor a obtenção de receita desde a implantação do projeto. Segundo opinião de produtores que adotam esse sistema de plantio, os maiores benefícios foram obtidos quando se utilizam quatro mamoeiros entre dois coqueiros, nesse caso, deslocando-se um microaspersor para o meio da linha, garantindo assim o fornecimento de água à cultura consorciada. Outras alternativas, como por exemplo o consórcio com a bananeira, encontra-se ainda em fase avaliação não apresentando portanto resultados conclusivos.
Em áreas não irrigadas, o consórcio na faixa de plantio apresenta limitações em função das questões relacionadas com a competição por água e nutrientes.

Cobertura do solo com leguminosas
As leguminosas destacam-se pela capacidade de fixação de nitrogênio por meio da associação das suas raízes com bactérias do gênero Rhizobium, o qual é incorporado ao solo e disponibilizado às plantas cultivadas, proporcionando ainda melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo quando da incorporação da biomassa produzida.
Entre as espécies de ciclo curto, o feijão-de-porco (Canavalia ensiformis L.) é considerado uma das principais espécies utilizadas como adubação verde na região dos tabuleiros costeiros do Nordeste do Brasil, tendo em vista a sua grande capacidade de produção de biomassa e fixação de nitrogênio. As sementes devem ser implantadas em covas ou a lanço e posteriormente incorporada ao solo com gradagem leve. No período de floração, recomenda-se a realização da roçagem manual ou mecânica, permanecendo a biomassa na superfície do solo.
A utilização de leguminosas perenes como cobertura de solo, além de apresentar maior aporte de nitrogênio para o coqueiro, apresenta também como vantagem a elevação dos teores de matéria orgânica, maior proteção contra a erosão e redução da amplitude térmica do solo. A utilização dessa prática em regiões que apresentam déficit hídrico elevado, pode elevar significativamente a competição por água entre coqueiros e plantas de cobertura.
Em regiões que apresentam condições de clima e solo favoráveis, como ocorre na região Norte do Brasil, a utilização da Pueraria phaseoloides, Centrosema pubescens eCalopogonium muconoides têm apresentado resultados bastante favoráveis, uma vez que proporciona cobertura adequada do solo e melhoria da nutrição nitrogenada do coqueiro.

Associação com animais
A criação extensiva de bovinos em áreas cultivadas com coqueiros no Nordeste do Brasil é uma prática bastante utilizada. Tem como objetivo proporcionar melhor aproveitamento do espaço disponível no coqueiral, utilizando-se a pastagem nativa para a produção de carne e/ou leite. A implantação de pastagens artificiais à base de gramíneas, sobretudo do gênero Brachiaria, como o B. humidicola L., constitui-se todavia em prática não recomendável, considerando-se o aumento da competição por água e nutrientes que poderá estabelecer-se com os coqueiros, a qual será tanto maior quanto mais elevado for o déficit hídrico da região.
Eventuais problemas de compactação poderão ser contornados desde que mantida uma carga animal adequada às características do solo em uso. Por outro lado, os benefícios obtidos estão relacionados com a redução dos custos com limpeza e pela produção de esterco, o qual, poderá ser utilizado para adubação dos coqueiros, assim como pela possibilidade de aumento de receita da propriedade em função da produção adicional de carne e/ou leite.
Em áreas irrigadas, a associação com animais de grande porte como bovinos poderá ocasionar danos ao sistema de irrigação devendo portanto ser evitada. No caso de ovinos, este problema tem sido contornado, sendo que sua utilização tem crescido significativamente. Resultados obtidos pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, utilizando-se uma área de baixada litorânea implantada com coqueiros da variedade gigante com idade aproximada de 20 anos, com predominância de capim gengibre (Paspalum maritimum L) espécie nativa da região e que apresenta muito bom valor forrageiro, demonstraram que a recria/engorda de carneiros da raça Santa Inês, à taxas de 2,4 cabeças/há/ano, associada à prática sistemática de vermifugação, mineralização e controle de mosquitos, permitiu produção adicional da ordem de 30 kg/ha de peso vivo, com redução de custos de duas roçagens, sem alterar a produção de coco, desde que mantida a prática de coroamento dos coqueiros.

Aproveitamento dos restos culturais
Quando se realiza a colheita dos frutos é comum proceder-se a limpeza da copa das plantas, quando são retiradas folhas e cachos secos, material este que juntamente com as cascas de coco é geralmente queimado, sendo utilizado esporadicamente as cinzas para aplicação na zona de coroamento do coqueiro. É comum também observar-se a permanência das cascas de coco em campo, expostas às intempéries, o que provoca a perda do seu valor como fonte de nutrientes. Essa prática decorre não só do desconhecimento sobre a importância desse material, como também pelo sistema de produção adotado na maioria das propriedades, onde o coco é colhido e transportado com casca para a sede da fazenda, onde então se procede ao descascamento, amontoamento e queima das mesmas.
Nas áreas de cultivo em sequeiro onde todos os esforços devem ser envidados no sentido de conservar a umidade do solo, este material é de grande valia, uma vez que apresenta alta capacidade de retenção de água, estimada em seis vezes o seu peso, levando em média seis anos para completar a sua decomposição. Poderá ser utilizado como cobertura morta, enterrado em valas ou utilizado em covas de plantio. Constitui-se também em importante fonte de potássio e cloro, elementos estes de grande importância na nutrição do coqueiro, os quais são lixiviados quando as cascas são deixadas a campo, expostas às chuvas. Estima-se que até o sexto mês 77% destes elementos tenham sido perdidos por lixiviação.
Recomenda-se portanto, evitar a queima de folhas e cascas, devendo este material ser distribuído nas entrelinhas para posterior trituração com roçadeira, ou amontoamento nas linhas de plantio dos coqueiros. Sua utilização como cobertura morta na zona do coroamento seria também uma opção a ser utilizada devendo-se observar no entanto que neste caso, poderia dificultar o trabalho de adubação e coleta de frutos caídos.
Fonte:http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Coco/ACulturadoCoqueiro/tratos.htm

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Adubação do Coqueiro

Adubação do coqueiro
A nutrição equilibrada do coqueiro constitui-se em pré requisito de fundamental
importância para que se obtenha uma produção adequada. A determinação da
}necessidade de adubação e/ou calagem do coqueiral, deverá ser realizada
} tomando-se como base a análise do solo e foliar.
Análise de solo - para áreas já implantadas, recomenda-se a coleta de amostras
na projeção da copa das plantas, que corresponde a um raio de 2m a partir do estipe.
Deve-se coletar 20 sub amostras, tomadas a uma profundidade de 0 a 20 e 20 a 40 cm,
 para uma área homogênea de 10ha aproximadamente. As amostras coletadas nas
 entrelinhas devem ser tomadas a uma profundidade de 0 a 20cm, e tem como objetivo
avaliar a acidez do solo, para possível correção através da calagem.
Análise foliar – as folhas a serem amostradas devem estar localizadas no meio de
copa dos coqueiros. De acordo com a idade e desenvolvimento das plantas, são normalmente
 coletadas as folhas de número 4, 9, e 14, contadas a partir da folha mais nova e que
se encontra com folíolos diferenciados constituindo-se assim a folha número
 1. Em coqueiros jovens a contagem é feita, a partir da folha número 1 até aquela
que se quer amostrar. Em plantas adultas, deve-se localizar as folhas de cujas
axilas encontram-se a inflorescência mais recente aberta (folha 10), a qual,
 está situada numa posição quase que oposta (1600) àquela que dá origem a
uma inflorescência mais próxima da sua abertura (folha 9). O passo seguinte
 será a identificação da folha 14 que dá origem a um cacho com frutos médios
 do tamanho de um punho fechado, e que encontra-se localizada no meio da copa
 logo abaixo da folha 9, apresentando assim maior projeção sobre o solo. Para correta
 identificação, deve-se observar a posição das inflorescências e cachos, os quais se
 desenvolvem sempre de um mesmo lado da folha.
Identificada a folha a ser amostrada, devem ser coletados três folíolos de cada lado da
 sua parte central, amostrando-se apenas 10cm, posteriormente acondicionado em saco
 de papel.
As amostras devem ser coletadas a partir de áreas homogêneas com aproximadamente
10ha, tomando-se 25 plantas para compor uma amostra de coqueiros de origem genética
 desconhecida, 20 plantas para coqueiros híbridos e 15 planta para coqueiros anões.
As amostras devem ser coletadas no início do período seco, entre 7 e 11h da
 manhã. Quando há ocorrência de precipitação superior a 20mm torna-se necessário
 aguardar 36h para nova coleta de folhas.
Após a coleta o material deve ser enviado para laboratório no mesmo dia. Quando não
 for possível deve-se manter as amostras em refrigerador com prazo máximo de 3 dias
 após a coleta. A amostra deverá conter nome do proprietário e da propriedade,
 posição da folha amostrada, idade da planta, data de coleta, localização da amostra
 no plantio.
Fonte:http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/
Coco/ACulturadoCoqueiro/adubacao.htm

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Verão garante aumento de lucro para produtores de coco de Pernambuco

Calor faz aumentar a procura e a disparar o preço do produto.
Expectativa é de que o valor passe de R$ 0,15 para R$ 0,95.

 chegada do verão provoca otimismo para os produtores de coco do Vale do São Francisco, em Pernambuco. O calor causa aumento tanto da procura como do preço do produto.
O agricultor Ricardo Lowestein tem mais de 900 coqueiros no sítio de três hectares em Petrolina, Pernambuco. Apesar da seca que castiga o Nordeste, a irrigação da lavoura é feita com água do Rio São Francisco.
Cerca de quatro homens fazem a colheita na propriedade. Nesta época, são retirados mensalmente mais de 10 mil cocos por hectare. O coqueiro do tipo anão e não ultrapassar oito metros de altura facilita a retirada do fruto.
O verão é tradicionalmente a estação mais quente do ano. Uma água de coco bem gelada pode proporcionar frescor e alívio ao calor. De um coco é possível retirar de 400 a 600 ml de água, o corresponde a mais da metade da jarra. É por isso que o consumo do produto aumenta bastante a partir desta época.
Para o produtor Ricardo Lowenstein, este é o momento de começar a lucrar. “Hoje, o preço está em torno de R$ 0,60. Mas a gente espera que nesse período de verão, o sudeste do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, nossos principais compradores, o preço venha a melhorar. A gente espera que chegue em torno de R$ 0,90 e no Carnaval em torno de R$ 1,00, que seria o preço ideal para que a gente tivesse realmente um ganho real”,
O agricultor João Batista Reis retira com satisfação o coco. De abril a novembro, ele só consegue vender a unidade a R$ 0,15. A partir deste mês, a expectativa é de que o preço possa chegar a R$ 0,95.
A plantação de coco ocupa cerca de 2,5 mil hectares na região do Vale do São Francisco, entre Pernambuco e Bahia.
Fonte://
http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/12/verao-garante-aumento-de-lucro-para-produtores-de-coco-da-pernambuco.html

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Único banco de germoplasma de côco do país fica em Sergipe

Banco possui duas bases coordenadas pela Embrapa.
Informações sobre o banco pode ser gerado através de parcerias

Bancos de germoplasma são unidades conservadoras de material genético de variedades de plantas, visando à melhoria delas. Os únicos bancos de germoplasma de coco do país ficam em Sergipe e atraem visitantes interessados em obter os conhecimentos das pesquisas realizadas neles.
O banco foi criado em 1982 e possui duas bases coordenadas pela Embrapa Tabuleiros Costeiros. Uma fica no campo experimental, no povoado Betume, na cidade de Neópolis e a outra, no município de Itaporanga. No banco pode ser encontrados espécies de côco anão e gigante de vários estados e países que também compõem a rede de recursos genéticos de côco.
“O banco é uma estrutura física e neles guardamos recursos genéticos que possuem várias entradas que são diferentes geneticamente e que tem o potencial de uso para várias atividades”, explica Semíramis Ramalho, pesquisadora da Embrapa.
Em Itaporanga o cultivo das variedades de cocô ocupa uma área de 25 hectares. Os coqueiros são catalogados, criando uma espécie de identificação, sendo todos os dados comparados com outros bancos internacionais.
Informações sobre o banco pode ser gerado através de parcerias com a Embrapa
Fonte://
http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2012/05/unicos-bancos-de-germoplasma-de-coco-do-pais-ficam-em-se.html

Ataques de pragas prejudicam lavouras de coco em Petrolina, PE

No sertão do estado, os problemas estão graves.
Em muitas propriedades, boa parte da produção foi perdida.

Cachos bonitos, pesados e com cocos cheios de água. Em uma plantação de dois hectares da variedade anão, Jailton de Souza chega a colher mais de 12 mil cocos por mês. A produção não é afetada pela seca, graças à irrigação feita com água do Rio São Francisco.
Apesar da qualidade dos frutos, os preços não estão bons. Nesta época do ano, eles costumam cair. Enquanto um coco no verão sai por até R$ 1,15, o preço no inverno não passa de R$ 0,30.
Além dos preços baixos, típicos da estação, os produtores de coco estão com outro grande problema: a incidência de pragas.
São três pragas. O ácaro rajado, que parte a casca do coco, a mosca branca do coqueiro, que muda a cor da palha, e a traça da inflorescência, conhecida popularmente como broca.
A plantação de Givanildo Vieira é uma das mais atingidas pela broca. Dos 1,5 mil coqueiros existente nos oito hectares de terra, todos estão contaminados.
De acordo com o agrônomo Pedro Ximenes, as pragas podem ser combatidas com a retirada das partes afetadas. O material deve ser queimado. No caso da mosca, ele diz que existem agrotóxicos que servem de repelente, mas são pouco eficazes
http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/07/ataques-de-pragas-prejudicam-lavouras-de-coco-em-petrolina-pe.html

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Produtor de Coco Anão

Produtor vira exemplo ao investir no cultivo de coco

24.01.2011



Resultados obtidos na localidade de Barro Alto estão inspirando outros produtores a investir na plantação de coco
Iguatu. Depois da goiaba e da uva, a produção de coco vem despertando a atenção dos produtores rurais deste Município. O fruto oferece boa rentabilidade e a demanda é crescente. Na localidade de Barro Alto, nas várzeas do Rio Jaguaribe, uma área de 10 hectares implantada há quatro anos pelo produtor Manoel Bezerra Bastos Neto, mais conhecido por Neto Bastos, serve de modelo e incentivo para outros agricultores.

Do total cultivado, três hectares e meio estão em produção. A colheita atual é de quase 8 mil frutos por semana. Todas as segundas-feiras um caminhão é carregado e o produto é comercializado para a empresa Amacoco, instalada na cidade de Petrolina, no Estado de Pernambuco. Lá o fruto é industrializado e envasado para exportação e venda no mercado nacional.

A empresa pernambucana paga R$ 0,85 por litro de água de coco. Na média, cada coco é vendido por R$ 0,40, o que representa um faturamento mensal em torno de R$ 12 mil. O custo médio para produzir a unidade da fruta é de R$ 0,07. "Estou muito satisfeito e acertei em um produto que tem uma demanda crescente. O mercado atual é favorável".

A meta do produtor Neto Bastos é triplicar a produção até 2013. "Vamos colher oito mil frutos um dia e outro não", disse. A partir do terceiro ano, o pé de coco já começa a produzir, mas a estabilidade ocorre entre cinco e seis anos. Nos próximos dois anos, a área total de 10 hectares estará produzindo.

A ideia de Neto Bastos é ampliar o coqueiral. "Vou erradicar oito hectares de banana, ainda este ano. A rentabilidade do coco é três vezes maior". Para cada hectare implantado de coco, há um investimento de R$ 6 mil com o sistema de irrigação localizado.

Cada pé exige 200 litros de água por dia. "Utilizo o sistema de dupla tarifa, que me dá uma economia significativa no consumo de energia. A conta no fim do mês oscila em torno de R$ 1,1 mil, incluindo a irrigação de cinco hectares de banana.

Plantio consorciado
Neto Bastos optou pelo plantio com espaçamento de sete por sete metros em triângulo. No início, faz o consórcio com culturas de ciclo rápido, como a macaxeira e abóbora. A renda obtida com esses produtos já é suficiente para pagar o custo de aquisição e implantação do sistema de irrigação. Na última safra, o produtor colheu 40 toneladas de macaxeira, cujo quilo é vendido por R$ 0,60.

Depois, o coqueiral convive com a criação de ovinos. Os animais fazem a capina natural, sem deixar o mato invadir a área. Palhas, ramos e galhos ficam no solo para decomposição orgânica. "Fiz correção de solo e acompanho a qualidade da água usada na irrigação".

O produtor preferiu manter o contrato de com a empresa industrial, embora receba um valor abaixo da oferta de atravessadores. "É melhor manter um contrato e um preço acertado do que ficar nas mãos de atravessador que hoje pagam um valor e amanhã modificam".

O apoio dado pela Secretaria de Agricultura de Iguatu não foi esquecido pelo produtor, que destacou o papel do secretário Valdeci Ferreira. "O esforço dele é para ampliar a produção de fruticultura no Município, mas cada produtor precisa fazer a sua parte. Seguir as orientações técnicas é o melhor caminho".

A decisão de produzir coco foi tomada depois que o produtor Neto Bastos assistiu a uma reportagem do programa Globo Rural, na TV Globo. "O repórter falou sobre o aumento do consumo de água de coco no Brasil, a demanda crescente e a quantidade reduzida do fruto para atender essa tendência de mercado que permanece em alta. Fiz outras pesquisas e comprovei que o quadro era favorável".

Em face do sucesso obtido pela lavoura de coco na unidade produtiva no sítio Barro Alto, a Secretaria de Agricultura do Município está incentivando outros produtores a seguir o mesmo caminho. A área em produção passou a ser uma espécie de sala de aula demonstrativa das técnicas de plantio, preparo de solo, sistema de irrigação e de colheita. Quase todas as semanas, produtores da região visitam a propriedade, interessados em informações sobre investimento e rentabilidade.

"Fico satisfeito quando recebo uma pessoa interessada em produzir, dou todas as informações e mostro que o mercado precisa cada vez mais do fruto", disse Neto Bastos. O secretário de Agricultura, Valdeci Ferreira, disse que o experimento do Barro Alto hoje está consolidado e serve de modelo para outros agricultores. "O nosso esforço é para expandir a área de fruteiras no Município".

Enquete 
Vantagens do coco

"Estou satisfeito com o plantio de coco e acho que acertei em cheio com uma fruteira que dá alta rentabilidade"Neto BastosProdutor rural de coco

"O nosso esforço é para ampliar as áreas de fruticultura no Município ampliando a renda no campo"
Valdeci FerreiraSecretário de Agricultura de Iguatu

MAIS INFORMAÇÕES Secretaria de Agricultura de Iguatu/ Rua José de Alencar, S/N, Bairro Bugi/ Telefone: (88) 3581. 6527
Neto Bastos: (88) 8835.6601

POTENCIAL

Iguatu substitui sequeiro pela fruta

Com assistência técnica e implantação de tecnologias, fruticultura vem despertando maior interesse nos produtores
Iguatu. Na última década, Iguatu vem assistindo ao crescimento das áreas de fruticultura, em substituição às culturas de sequeiro. A paisagem do sertão está mudando. O número ainda é reduzido, mas a cada ano aumenta a quantidade de pequenos produtores interessados em plantar frutas, interessados em ampliar a renda familiar.

De acordo com estimativa da Associação dos Fruticultores Iguatuenses, o Município possui o maior número de produtores de banana do Estado, com 300 agricultores que cultivam 400 hectares. Mas é o terceiro em produção. "A nossa característica é de pequenas áreas, típicas da agricultura familiar", observa o secretário de Agricultura, Valdeci Ferreira.

A associação foi criada há três anos e trabalha para melhorar a produtividade, implantar novas técnicas de irrigação e comercializar os frutos, sem a interferência de atravessadores. A bananicultura tem tradição e a maior parte do plantio está localizada nos sítios Cardoso, Quixoá, Gadelha e Penha, no entorno do Rio Jaguaribe.

O secretário destacou o potencial produtivo do Município. "A partir da adequada assistência técnica e de implantação de novas tecnologias, a produção local vai crescer e o custo de produção pode ser reduzido".

A produtividade média da banana nanica por hectare em um ano é de 30 toneladas. É uma quantidade reduzida. A variedade Grande Naine produz na primeira safra 60 toneladas por hectare/ano e na segunda estabiliza em 80 toneladas. "Temos potencial e conhecemos a tecnologia", frisou o produtor Murilo Barroso. O lucro estimado por hectare de banana é de 40%.

O crescimento da demanda e o preço favorável também estão incentivando produtores a produzir goiaba irrigada. A fruta caiu no gosto dos agricultores e dos consumidores. A produção local sequer atende o mercado regional e a perspectiva é de aumento das áreas de plantio nos próximos dois anos.

Iguatu tem seis hectares implantados e uma produtividade média de 20 mil kg por hectare. A cultura tem produção crescente até o quarto ano, quando ocorre a estabilização. No primeiro ano, produz de cinco a sete toneladas por hectare, no segundo chega a 15 toneladas e no terceiro, a 25 toneladas. No quarto ano, alcança de 40 a 50 toneladas.

Iguatu se destaca ainda como o maior produtor de uva do Centro-Sul. São seis hectares implantados e uma produtividade média de 20 toneladas por hectare, de acordo com a Secretaria de Agricultura. As unidades foram implantadas há cinco anos, após mobilização junto aos produtores rurais. A ideia era atrair um maior número de pessoas dispostas a cultivar videira em face da possibilidade de maior lucro em relação às outras fruteiras e de um amplo mercado consumidor no Estado.

Quatro produtores apostaram no cultivo. Dois deles, José Dantas e Francisco de Souza, estão produzindo com regularidade e satisfeitos com os resultados. Segundo os técnicos, um dos principais empecilhos é o elevado custo de implantação do parreiral, superior às tradicionais fruteiras. O ciclo produtivo é de quatro meses, com duas safras e meia por ano.

HONÓRIO BARBOSAREPÓRTER 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Coqueiro Anão Informações do Embrapa



Algumas informações sobre mudas de coqueiro anão e coqueiro do Embrapa:

O coqueiro anão  (Cocos nucifera L.) é uma palmeira perene originária do Sudeste Asiático e foi introduzida no Brasil em 1553 pelos portugueses.
A planta é considerada uma das árvores mais importantes do mundo, devido ser uma atividade que gera emprego e renda em vários países do globo, onde seus frutos podem ser consumidos in natura ou industrializado na forma de mais de 100 produtos e subprodutos. Além disso, raiz, estipe, inflorescência, folhas e palmito geram diversos subprodutos ou derivados de interesse econômico. Além disso, o coqueiro é utilizado como planta paisagística para embelezar praças, canteiros públicos, chácaras e fazendas.
Aspectos climáticos
Os principais municípios produtores de coqueiro anão  se caracterizam por apresentar clima tropical, úmido e quente, com classificação de Köppen tipo Aw.
Apresenta um período seco bem definido durante a estação de inverno, quando ocorrem precipitações inferiores a 50 mm/mês, nestes meses, junho, julho e agosto a média de precipitação é inferior a 20mm /mês.
A média anual de precipitação varia de 1.400 a 2.500 mm/ano, e a média anual da temperatura do ar fica entre 24° e 26° , com temperaturas máximas entre 24° C e 26° C e mínimas entre 17° e 23° C. A média anual de umidade relativa do ar varia de 80% a 90% no verão, e em torno de 75%, no outono inverno.
Aspectos edáficos
Os solos se distribuem em: 58% Latossolos (sendo vermelho-amarelo 26%, Amarelos 16% e Vermelho, também 16%); 12% Argissolo (Podzólico, Terra Roxa, Alissolo, Nitossolo e Luvissolo), 11% Neossolos (Solos litólicos, Areias Quartzosas, Regossolos e Solos Aluviais), 10% Cambissolo, 9% Gleissolo.
As áreas cultivadas com coqueiro anão são predominantemente de solos do tipo Latossolo, que apresentam como características serem: profundos, bem drenados e geralmente ácidos. Apresentam fertilidade natural baixa, havendo necessidade de correção e adubação.
Clima
O coqueiro anão é uma palmeira nativa de regiões quentes, úmidas e com bastante luz. Para o seu bom desenvolvimento, necessita de temperaturas médias anuais em torno de 27°C, sendo que, temperaturas menores que 15°C e superiores a 36° são prejudiciais.
A umidade relativa ideal é de 80%. Níveis de umidade relativa inferiores a 60% prejudicam a planta devido ao aumento na taxa de transpiração. Umidade relativa superior a 90%, causa queda de frutos e aumento na incidência de doenças.
A precipitação ideal para o desenvolvimento e produção da cultura, está entre 1.500 a 1.600mm bem distribuídos durante o ano todo, com uma média de 130 mm/mês. Para precipitações inferiores a 50mm/mês, durante 3 meses, recomenda-se o uso de irrigação,do coco anão pois, o déficit hídrico é extremamente prejudicial à cultura, causando queda de frutos.
Por outro lado, chuvas excessivas podem causar redução na incidência de luz, na polinização e na aeração do solo, podendo ainda provocar lixiviação de nutrientes.
Locais com lençol freático raso (um a quatro metros) são recomendados para o coqueiro anão  e não há necessidade de irrigação pois, as raízes da planta conseguem absorver água a esta profundidade.
Luz, o coqueiro precisa de, pelo menos, 2.000 horas anuais, com um mínimo de 120 horas/mês, os dias nublados causam redução da fotossíntese e consequentemente redução na produtividade. Com base nestes exigências de clima verifica-se que o Estado de Rondônia apresenta boas condições para o desenvolvimento da cultura.
Solo
Deve se escolher áreas com textura areno-argilosa, ou levemente argilosa, com boa disponibilidade de água, boa aeração, profundidade mínima de um metro, e com ausência de impedimentos físicos ou químicos.
Evitar solos rasos, pedregosos, extremamente argilosos e sujeitos a encharcamento.
Cultivares
O coqueiro pode ser anão, gigante ou híbrido. As variedades de coqueiro anão verde, vermelha e amarela são as mais recomendadas para a produção de frutos visando ao mercado de água de coco, sendo o anão verde o preferido pelo consumidores. As variedades vermelha e amarela estão associadas à idéia incorreta de que o fruto amarelo ou vermelho está maduro.
As variedades anãs são de porte baixo, podendo atingir 12 m. São bastante precoces, iniciando a produção entre 30 e 36 meses de idade. Apresentam produção variando de 80 a 200 frutos/planta/ano, distribuída durante o ano todo.
Estas variedades apresentam vida útil de 30 a 40 anos, e têm os frutos pequenos, com pouca polpa, apresentando água muito saborosa. Em Rondônia praticamente toda a produção esta voltada para a comercialização da água de coco, com predominância da variedade anã verde.
Instalação do coqueiral
O preparo do solo deve ser feito de forma convencional com uma aração e duas gradagens. Deve-se fazer a análise química do solo para avaliação da necessidade de calagem e adubação.
Marcação da área
Feito o preparo do solo, deve-se fazer a marcação e o piqueteamento da área observando-se o espaçamento de 7,5 m x 7,5 m, em quadrado (177 plantas/ha) ou em triângulo equilátero (205 plantas/ha). É comum encontrarmos espaçamentos de 8 x 7 metros os pomares do Estado que também é recomendado.
Época de plantio do coqueiro anão
A melhor época para plantio é o inicio da estação chuvosa.
Em cultivo irrigado o plantio pode ser realizado em qualquer época do ano.
A maioria dos pomares de Rondônia são plantados sem utilização de irrigação, o que causa redução de produtividade e atraso no início da colheita, uma vez que a Região apresenta cerca de 3 meses com precipitações inferiores a 50 mm.
Aquisição de mudas de coqueiro anão
As mudas devem ser adquiridas de viveiristas idôneos que apresentem o certificado de origem destas. As mudas devem ser eretas, ter entre quatro e seis folhas, altura de 50 cm a 70 cm, com idade entre cinco e seis meses. Além disso, devem apresentar bom aspecto, com ausência de sintomas de deficiência nutricional, e de ataque de pragas e doenças.
No Estado existem pouquíssimos viveiros registrados o que dificulta a implantação de pomares com mudas de boa qualidade, uma alternativa é a aquisição de sementes certificadas de outras Regiões (o Nordeste por exemplo) ou o produtor selecionar plantas de alto padrão genético de sua área para produzir suas próprias mudas. É bastante comum encontrar em Rondônia pomares formados com misturas de variedades, com cultivares híbridas, gigantes e anãs num mesmo local.

Produção das mudas de coqueiro anão

Escolha da planta matriz
O coqueiro anão apresenta uma alta taxa de auto-fecundação, com isso, existe uma grande probabilidade da semente selecionada dar origem a uma planta bastante semelhante à planta matriz. Portanto, recomenda-se selecionar plantas com bom aspecto nutricional; em plena produção; precoces; com tronco reto; livres de sintomas de pragas e doenças; grande número de folhas (30 a 35); grande número de cachos, bem apoiados sobre as folhas e com pedúnculo curto; grande número de flores femininas; grande número de frutos (acima de 10) e frutos de formato redondo.
Colheita dos frutos-sementes
Os frutos-sementes do coqueiro anão devem ser colhidos quando estiverem totalmente maduros, o que ocorre após 11 a 12 meses após a abertura do cacho floral da planta. Não deve-se colher frutos caídos por apresentarem baixo poder germinativo.
O ponto de colheita é reconhecido pelo secamento e coloração marron do fruto, depois da ocorrência de perda acentuada de peso do fruto, que passou de 2kg, quando verde, para 1,0 a 1,5 kg quando no ponto ideal.
Preparo das sementes de coqueiro anão
Os frutos-sementes após a colheita devem ser estocados ao ar livre e na sombra, durante 10 dias, para terminar o processo de maturação. Embora tenha alguns autores que recomendam o entalhe do fruto, ou seja o corte de uma parte da casca fibrosa do fruto, visado aumentar a hidratação e germinação da semente, existem dados de pesquisa mostrando que esta prática não trouxe ganhos significativos na germinação das sementes, sendo portanto uma prática não recomendada, uma vez que aumenta o custo de produção das mudas.
Implantação do viveiro de coqueiro anão
O viveiro de coqueiro anão deve ser instalado em área de topografia plana, próximo da fonte de água, em local ventilado, de fácil acesso, longe de coqueirais velhos e doentes, além disso deve-se preferir locais com solos de textura média a arenosa e bem drenados.
Dimensões do canteiro
O canteiro para o coqueiro anão  deve ter entre 1,0 e 1,5 m de largura, 15 cm de profundidade e comprimento variável, em função do número de sementes e tamanho da área. Recomenda-se deixar um espaço entre os canteiros de 0,5m para facilitar o trânsito de pessoas no viveiro. Além disso, o viveiro deve ser instalado a pleno sol, sem necessidade de cobertura.
Posição das sementes
As sementes de coco anão são colocadas no viveiro, na posição vertical, com a região de inserção no cacho, voltada para cima.
Alguns autores recomendam a colocação das sementes na posição horizontal, entretanto, pesquisadores observaram que a utilização de sementes na posição vertical, apresentaram vantagens, como: maior facilidade de transporte, redução do problema de quebra de coleto, dispensa o entalhe, permite maior número de sementes/m², possibilita melhor centralização da muda na cova, favorece um maior enraizamento da planta no campo e permite o plantio da muda em maior profundidade. Um problema seria um maior gasto com mão de obra para “equilibrar” a semente na posição vertical.
Irrigação do coqueiro anão
As sementes no viveiro necessitam de cerca de 6 a 7mm de água por dia, isto corresponde a 6 a 7 litros de água/m²/dia. Recomenda-se que a irrigação seja diária e em dois turnos, de manhã e a tarde.
Descarte de sementes e mudas de coqueiro anão
Pesquisadores mostraram que existem uma correlação entre início de germinação e precocidade de produção.
Neste sentido, recomenda-se eliminar as sementes de coqueiro anão  que não germinarem até 120 dias após o plantio. Nesta oportunidade elimina-se também as mudas raquíticas, deformadas, estioladas, albinas e de aspecto ruim. Todo o material descartado deve ser queimado.
Tipos de produção de mudas de coqueiro anão
Basicamente existe duas maneiras de se produzir as mudas do coqueiro anão , 1- coloca-se a semente no germinador, deste para o viveiro e depois para o campo, ou 2- a semente fica no germinador e depois vai para o campo. O mais utilizado em Rondônia e de uso mais frequente atualmente juntos aos cocoiculturores do Brasil é o segundo método que permite um menor gasto com mão de obra, leva-se uma muda mais jovem para o campo, facilitando o seu pegamento. A seguir detalharemos os dois métodos.
Produção de mudas de coqueiro anão: Germinador – Viveiro – Campo.
Este método consiste na produção de mudas de coqueiro anão que passam por duas fases antes de ir para o local definitivo. Na primeira, as sementes são colocadas para germinar e depois repicadas no viveiro.
Germinador: nesta fase as sementes são distribuídas no canteiro na densidade de 25 a 30 sementes/m² e cobertas com 2/3 de sua altura com terra. Em seguida, na medida do possível, cobre-se o 1/3 restante com palha de arroz ou serragem. As sementes iniciam a germinação entre 40 e 60 dias após o plantio no germinador. Quando a brotação apresentar cerca de 15 cm deve ser repicada para o viveiro.
Viveiro: no viveiro, o solo deve ser preparado com antecedência, utilizando-se o método tradicional, 1 aração e 2 gradagens. Além disso, recomenda-se fazer a análise de solo e se necessário fazer a calagem do solo. A área deverá ser piqueteada, num espaçamento de 60 x 60cm, em triângulo equilátero, para se realizar a repicagem das mudas. Estas deverão ser plantadas, se possível, em dias nublados, tendo as raízes cortadas a 2 cm da semente. A repicagem deve ser feita tomando-se o cuidado de não enterrar o coleto da planta. As mudas permanecerão no viveiro por 4 a 5 meses. Por ocasião do transplantio eliminam-se as mudas raquíticas, com poucas folhas e que apresentarem baixo desenvolvimento. Neste método produz-se 3 mudas/m² de canteiro.
Produção de mudas: Germinador – Campo.
Este método consiste na produção de mudas de coqueiro anão do germinador direto para o campo. As sementes são distribuídas nos canteiros na densidade de 15 sementes/m² e também cobertas com 2/3 da sua altura com terra, e o restante com palha de arroz ou serragem. As mudas permanecerão no germinador por 5 a 7 meses quando, também, deve-se fazer um descarte das mudas mais fracas. Neste método produz-se de 10 a 15 mudas/ m² de canteiro.
Padrão da muda
A muda de coqueiro anão de boa qualidade é ereta, com 4 a 6 folhas, altura de 50 a 70 cm, mais de 11 cm de diâmetro do coleto, cor uniforme, sem deformações e ausência de sintomas de ataques de pragas e doenças.
Adubação
Sementeira
Quando se opta pelo método germinador-campo, o solo deste germinador deve ser adubado, para isso geralmente, aplica-se em solos pobres, por m², antes de se colocar as sementes, 5 litros de esterco de curral curtido, 200 g de superfosfato simples, 100g de cloreto de potássio, 5 gramas de FTE BR 12 (micronutrientes) e calcário, na quantidade a ser calculada, conforme resultado da análise de solo. Após esta adubação deve-se fazer uma incorporação deste material, a 5 cm de profundidade.
Viveiro de Coqueiro Anão
Caso se opte pelo sistema germinador-viveiro-campo, o solo do germinador não precisa ser adubado, mas, sim o solo do viveiro. Neste sentido, deve-se aplicar por planta a quantidade de 30 gramas de uréia, 60 gramas de superfosfato simples e 30 gramas de cloreto de potássio, esta adubação deverá ser aplicada 30 dias após a repicagem das mudas. Após 60 dias aplica-se 50 gramas de uréia mais 30 gramas de cloreto de potássio.
Tratos culturais
Controle de plantas daninhas
O viveiro deve ser mantido livre de plantas daninhas, pois, algumas são hospedeiras de insetos vetores ou de fonte de inóculo de doenças do coqueiro. O controle deve ser realizado dentro do viveiro e numa faixa de no mínimo 10 metros de largura ao redor das plantas. Os herbicidas recomendados para a cultura são: Paraquat dicloreto (extremamente tóxico) e Gliphosato (altamente tóxico).
Controle de pragas e doenças do coqueiro anão
Para obtenção de mudas de bom padrão, necessário se faz o monitoramento periódico das mudas visando identificar o ataque de pragas e doenças e realizar o seu controle.
COVA PARA PLANTIO DO COQUEIRO ANÃO
A cova de plantio deve ter as dimensões de 0,80 x 0,80 x 0,80 m, para solos arenosos e 0,60 m x 0,60 m x 0,80 m para solos argilo-arenosos, Estas covas podem ser abertas manualmente ou com broca acoplada ao trator com bitola de 50 cm, terminando-se a abertura, com o auxílio de uma pá reta, por exemplo, para chegar às dimensões desejadas evitando-se o espelhamento (compactação das paredes da cova).
Deve-se separar a terra retirada dos primeiros 40cm da cova e misturar com 800 g de superfosfato simples + 30 a 50 litros de esterco bovino + 30 g de FTE BR 12 (ou 20 gramas de bórax + 20 gramas de sulfato de cobre). Esta recomendação de adubação refere-se a solos de baixa fertilidade; em solos mais férteis deve-se fazer uma redução proporcional à fertilidade.
Plantio do coqueiro anão
Realizar o plantio 30 dias após o enchimento das covas. O plantio deve ser feito de preferência em dias nublados e no início do período chuvoso. As mudas devem ter suas raízes podadas, ficando com dois cm de comprimento, e ser colocadas no centro da cova, cobertas por uma camada de terra suficiente para cobrir as sementes, mas não o coleto. Deve-se fazer uma leve compactação da terra ao redor da muda para melhor fixação da planta.
Adubação de cobertura no coqueiro anão
Durante o primeiro ano da cultura deve ser feita a adubação de cobertura com 500g de sulfato de amônio mais 200 g de cloreto de potássio (adubação recomendada para solos de baixa fertilidade). Esta mistura de adubos deve ser espalhada em volta das plantas, a uma distância de 30 cm a partir do coleto e, em seguida, incorporada ao solo com auxílio de enxada. Esta adubação deve ser parcelada, sendo que, para plantios de sequeiro, aplica-se 20 %, 30 dias após o plantio, 60 %, apó