sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Artigo sobre coqueiro anão está entre os mais lidos em revista inglesa (29/03/2010)

Coqueiro Anão

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Edson Passos
Artigo sobre coqueiro anão está entre os mais lidos em revista inglesa
Artigo do pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE) Edson Eduardo Melo Passos está no ranking dos dez artigos mais lidos da revista Experimental Agriculture, publicada pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O ranking se refere às publicações veiculadas pela revista no período de janeiro de 2009 a janeiro de 2010.
“The influence of vapour pressure deficit on leaf water relation of cocos nucifera in northeast Brasil” tem como primeiro autor o pesquisador da Edson Passos e contou com a colaboração do pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Carlos Henrique Prado e do pesquisador aposentado da Embrapa Wilson Aragão.

Este é o único artigo de autores brasileiros que faz parte do ranking. A publicação aborda a influência dos fatores ambientais nas respostas fisiológicas e no desenvolvimento do coqueiro anão nos tabuleiros costeiros e região semiárida do Nordeste do Brasil. A pesquisa foi realizada de 2002 a 2003 no Platô de Neópolis (SE) e em Petrolina (PE), com o objetivo de verificar o comportamento da cultura do coqueiro em duas regiões com condições climáticas distintas.

A pesquisa concluiu que mesmo o coqueiro anão verde, que é sensível à seca, apresenta bom desenvolvimento em regiões com elevado estresse hídrico no solo e na atmosfera desde que seja complementado com irrigação. Edson Passos explica que ainda há a vantagem de, na região semiárida, o coqueiro ser menos afetado pelas doenças causadas por fungo do que na região costeira onde a umidade atmosférica é mais elevada. “Este trabalho confirma que o coqueiro pode ser cultivado em condições de baixo índice pluviométrico, desde que outros fatores como temperatura e luz não sejam limitantes”, afirma.

Para o pesquisador, alguns fatores explicam o alto índice de leitura do artigo. “Além da qualidade técnica, percebemos o interesse que a cultura do coqueiro desperta no mundo inteiro; e pelo fato de o trabalho estar relacionado ao tema, que preocupa toda a sociedade, que é como o clima interfere nas culturas tropicais”, ressalta Edson Passos.


Gislene Alencar  MTb/MG 05653 JP
gislenealencar@cpatc.embrapa.br
Embrapa Tabuleiros Costeiros
Contatos: 79 4009-1381

sábado, 12 de outubro de 2013

Variedades do coqueiro anão

As Variedades de Espécies do Coqueiro Anão 

O coqueiro anão
é constituído de uma única espécie ( Cocos nucifera), e pode ser dividido em três grupos: Gigantes, anões e intermediários, cada grupo contendo um número de variedades. As variedades são geralmente nomeadas de acordo com a sua suposta localidade de origem.
As variedades gigantes apresentam, de modo geral, fecundação cruzada: seu crescimento é rápido e a fase vegetativa longa (cerca de sete anos). Os frutos são grandes, em número de 50 a 80 por planta/ano geralmente. Os frutos se prestam tanto para o consumo “in natura” como para a produção de copa para a indústria, pois, possuem endocarpo espesso e firme. As principais variedades existentes no Brasil são: Gigante da Praia do forte, Gigante do oeste Africano, gigante de Renell, Gigante da Malásia, Gigante da costa Oeste.
As variedades anãs são divididas  com base na coloração da casca, considerando-se principalmente, a grande homogeneidade dentro de cada grupo de cor, embora exista vasta diferença entre plantas  anãs dentro do mesmo grupo de casca.
De modo geral, as variedades anãs possuem frutos pequenos com endocarpo ou polpa pouco espessa, não se prestando à industrialização. Apresentam crescimento vegetativo lento, reproduzem-se por autofecundação e são mais precoces, com período vegetativo de três a quatro anos. O coqueiro anão vem sendo largamente plantado no Brasil, com a finalidade da produção do fruto verde, para o consumo da água.
Em condições ideais, as variedades anãs podem produzir até 200 frutos pé/ano.
As principais variedades de coqueiro anão encontradas no Brasil são: Anão verde da Malásia, não vermelho da Malásia, Anão amarelo da Malásia, Anão Verde do Brasil, Anão Vermelho do Brasil, Anão Amarelo do Brasil e Anão Verde de Jequi.
As variedades intermediárias, embora permitam interpretações arbitrárias, pertencem ao tipo anão ou semi gigante. Algumas variedades assemelham-se mais ao tipo gigante e outras ao coqueiro anão. Essas variedades intermediárias não são de importância comercial.
Ainda existem híbridos obtidos do cruzamento do anão com o gigante, que são plantas vigorosas, de pequena altura, de grande produtividade, prestam-se à produção.
De fruto verde e copra para indústria. No Brasil, apenas instituições de pesquisa e grandes empresas têm capacidade de produzir a semente híbrida sendo restrita a aquisição de sementes para o plantio comercial.
Os híbridos de maior sucesso no Brasil e no mundo são: PB 111, PB 121, PB 131, PB 141.


Fonte: Livro de cultivo de coco anão-Editora Aprenda Fácil