quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Produção de Coqueiro anão

Tecnicas para Produção de Coqueiro Anão



Importância / Uso do coqueiro anão :
Cultivado em mais de 80 países tropicais o coqueiro oferece mais de 360 modalidades diferentes de aproveitamento com 200 deles constituindo-se em alimentos (água de coco, coco ralado, leite de coco, doce, sorvete, outros). População, indústrias e fabricas são atendidas pelas modalidades. Dentre os usos do coqueiro destacam-se segundo o órgão: raízes: fabricação de balaios; caule: lenho de indivíduos idosos para marcenaria e ornamentação, esteios, pisos de pontes, jangada mourões, palmito (broto terminal comestível); folha: como forragem (folhas novas), matéria para balaios, esteiras, peneiras, chapéus; fruto: fibras para cordas, tapetes, escovas, amêndoa para copra, para alimentos, para sabões, óleos, farinhas, leite de coco e água de coco. Em alguns países bebe-se a seiva da inflorescência (toddy).
O coco gigante seco é adquirido por intermediários para consumo como coco seco para culinária ou para indústrias; o coco verde (anão) é levado para consumo in natura. Cidades grandes e de porte médio da Bahia (Feira de Santana, Juazeiro, Itabuna, Vitória da Conquista) e agroindústrias (Sergipe, Alagoas, outras) de transformação (grande mercado) são destino do produto.
http://www.seagri.ba.gov.br/coqueiro.htm



sábado, 21 de setembro de 2013

Projeto usaa coco e bagaço de cana na remoção de poluentes da água

Fibras dos subprodutos agrícolas demonstraram eficácia na retenção de substâncias poluentes em rios

por Globo Rural On-line
Editora Globo
Fobra de coco e bagaço de cana-de-açúcar são eficientes em processos de despoluição de águas
Uma pesquisa, sobre a viabilidade de utilização do coco e do bagaço de cana na remoção de diversos poluentes da água, está sendo desenvolvida no Espírito Santo com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes). O projeto, coordenado pelo professor Joselito Nardy Ribeiro, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), tem por objetivo utilizar material residual de baixo custo na remoção de fármacos, pesticidas, corantes e metais das águas usadas no abastecimento. 

A equipe optou por estudar o mesocarpo do coco e bagaço de cana pelo fato de serem abundantes no Espírito Santo e apresentarem baixo custo. Além disso, segundo o coordenador da pesquisa, o projeto visa a criar mais umaalternativa para o uso destes resíduos agrícolas, impedindo o acúmulo deles no meio ambiente. 

A equipe recolheu cocos nas praias e, em laboratório, os trataram, eliminando possíveis contaminantes. Em seguida, o coco foi triturado em liquidificador industrial e acoplado a estações de tratamento de água, de forma que ficasse responsável pela filtragem. 

O professor Joselito fala sobre o resultado alcançado. "A água contaminada, passada através deste filtro para remoção dos poluentes, foi analisada e os resultados indicam que o mesocarpo do coco e o bagaço da cana são capazes de remover quantidades significativas de alguns poluentes". 

Ele relata que já foram apresentados trabalhos em congressos sobre a utilização do mesocarpo do coco, como filtro, e destaca o apoio da Fapes na realização do projeto. "Este apoio veio na forma de financiamento de projetos e fornecimento de bolsas de Iniciação Científica, Iniciação Cientifica Júnior e Mestrado. O nosso Laboratório de Química e Bioquímica Ambiental foi equipado com os recursos de projetos submetidos à Fapes. Com isso foi possível adquirir equipamentos, reagentes, microcomputadores e vidrarias de laboratório. O apoio da Fapes foi fundamental para execução deste e de outros projetos na área ambiental". 

A equipe continuará utilizando esta técnica em testes com outros poluentes, trabalhando para que futuramente os resíduos do coco e da cana sejam transformados em componentes de filtros de estação de tratamento. O coordenador explica que a técnica é muito viável, pois o carvão ativado é o material utilizado nas estações, uma substância de custo elevado e que não remove todos os tipos de poluente. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tecnologia melhora o aspecto do coco verde

Película mantém o fruto conservado por mais tempo

por Globo Rural On-line
 Shutterstock
Uma película protetora que atua como barreira física contra a perda de umidade do coco verde foi desenvolvida pelaEmbrapa Agroindústria de Alimentos. A proteção aumenta o aspecto de recém-colhido do fruto e mantém a frutaconservada por até quarenta dias. Com isso, aumentam as oportunidades de comercialização de coco no Brasil e no exterior. A tecnologia poderá ser aplicada na preservação de outras frutas como melãogoiaba e manga. Segundo a Embrapa, bastam apenas algumas pequenas adaptações. 

O método é um dos projetos envolvidos na parceria da Embrapa Agroindústria de Alimentos com a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O objetivo da iniciativa é incentivar a criação e o desenvolvimento de empresários das agroindústrias de alimentos. 

No projeto, a Embrapa contribui fornecendo as informações técnico-científicas sobre a tecnologia selecionada e aincubadora proporciona ao empreendedor as condições necessárias para prática do seu negócio como, por exemplo, infraestrutura administrativa, suporte à gestão econômica, financeira e mercadológica. Depois de ter seu plano de negócios aprovado pela incubadora, o empreendedor tem acesso à assessoria técnico-científica da Embrapa.

sábado, 14 de setembro de 2013

Previsão de calor anima produtores de coco-da-baía em Minas Gerais

A previsão de mais um fim de ano com muito calor anima osprodutores mineiros de coco-da-baía. Com a elevação da temperatura, o agricultor tem oportunidade de aumentar a renda. A expectativa é de que se repita o bom desempenho obtido no verão passado, quando as vendas do frutocultivado em Minas Gerais cresceram 106% em relação ao verão anterior apenas na CeasaMinas, em Belo Horizonte, onde foram comercializados 1,8 milhão de unidades. 

“Este período é favorável também às empresas que compraram o coco no inverno para aproveitamento da água, que foi envazada e armazenada para entrar no mercado nos meses quentes, período de maior demanda”, explica João Ricardo Albanez, superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). 

Segundo informações da secretaria de Agricultura do estado, no verão, os agricultores têm a possibilidade de fazer novas vendas de coco para as empresas processadoras que necessitarem atender ao crescimento da demanda de água. “Neste caso os agricultores já entregarão o fruto com cotação mais alta”, observa o superintendente. 
Principais produtores
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção mineira de coco-da-baía, em 2011, deve alcançar 45,6 milhões de frutos, volume 16,1% superior ao da safra passada. O fator que mais contribuiu para o bom desempenho do setor, de acordo com Albanez, foi a melhoria da produtividade nas lavouras como consequência principalmente do manejo da irrigação conjugado com a utilização de adubo

A região norte lidera o ranking da produção de coco em Minas Gerais. “Com 42% da safra estadual, teve também o maior índice de produtividade, 27,8 mil frutos por hectare”, assinala. 

Ainda tiveram bom desempenho, devido ao aumento da produtividade, as regiões do Rio Doce, Zona da Mata e Triângulo, com produção de 11,6 milhões, 5,7 milhões e 2,3 milhões de frutos, respectivamente. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Chegada de grupo holandês movimenta cultura do coco na Bahia

Plano para estruturar cadeia produtiva e facilitação no acesso ao crédito devem beneficiar produtores do litoral norte do estado
por Globo Rural On-line

 Shutterstock
Uma linha especial de crédito para a cultura do coco deve ser criada na Bahia para atender os agricultores do litoral norte do estado. Uma comissão foi formada com representantes da secretaria de Agricultura local, do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), do Banco do Brasil (BB), da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), daEmbrapa, do grupo holandês Aurantiaca e do município de Conde, com o objetivo de formatar o documento que será assinado ainda em novembro, durante a Fenagro 2011, maior evento da agropecuária da Bahia. Haverá ainda a elaboração do Plano de Estruturação da Cadeia Produtiva do Coco do Litoral Norte. 

Com 83 mil hectares plantados, a Bahia é líder do ranking nacional, com produção anual superior a 500 milhões de frutos. Somente o município de Conde possui 15 mil hectares plantados, área que somada aos 11 mil hectares de Jandaíra, cidade vizinha, supera o espaço destinado ao cultivo de coco no Pará. 

A cultura ganha força no litoral norte baiano com a chegada da empresa Aurantiaca, que está construindo a primeira fábrica de fibra de coco da Bahia, em Conde. A nova indústria vai gerar cerca de 500 empregos diretos e três mil indiretos, numa região que tem população estimada em mais de 12 mil pessoas. O complexo industrial terá capacidade para processar um milhão de cocos por dia. 

A Aurantiaca vai produzir inicialmente fibra, processando a casca do coco seco, matéria-prima que hoje é descartada, e nos estágios seguintes produzirá o óleo e a água do fruto. “Até junho de 2012, a unidade de fibras já estará em operação. Até o final do próximo ano, as obras estarão totalmente concluídas e a inauguração do complexo deverá acontecer no início de 2013”, afirma Piet Henk Dörr, sócio da companhia. 

A indústria vai produzir 50% da matéria-prima e o restante será comprado do produtor, essencialmente agricultor familiar, num sistema de integração. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Água de coco faz carreira de sucesso no exterior

Novas embalagens dão vida longa à bebida, que vira pop e conquista o mercado internacionalpor Darlan Moreira | Fotos Drawlio Joca

Editora Globo
Laerte Gurgel, da Cohibra, que criou variedades de coqueiros mais produtivas
Desde que estrelas internacionais como MadonnaRihanna e Demi Moore confessaram publicamente seu vício emágua de coco brasileira, no verão de 2010, a bebida mais popular das praias do país ganhou o mundo. Saudável, saborosa e refrescante, a água de coco caiu no gosto dos consumidores dos Estados Unidos e da Europa. Por aqui, esse sucesso está multiplicando os lucros no campo e gerando oportunidades em toda a cadeia produtiva. É verdade que o aval das celebridades ajudou, mas o que deu vida nova ao coco – e vem sustentando sua promissora carreira internacional – foi a introdução de tecnologias para conservação e novas embalagens para a água. Isso garantiu a sanidade do produto e aumentou sua durabilidade. Também provocou uma reviravolta no setor, especialmente para quem mantém lavouras destinadas à produção de água. As embalagens em pet (plástico), alumínio ou Tetra Pak, em volumes que vão de 280 mililitros a um litro, criaram novas perspectivas para o produto. Hoje, a água de coco, totalmente natural, já pode ser consumida até 30 dias após seu envasamento, desde que conservada a temperaturas entre 1°C e 4°C. Em alguns casos, com a adição de conservantes, a validade chega a um ano. 

Com isso, empresas brasileiras que tradicionalmente trabalhavam com leite ou coco ralado passaram a apostar no comércio da água, inclusive para exportação, o que colocou o Brasil na posição de maior produtor mundial da bebida. No país, a área de cultivo de coqueirais já soma 290 mil hectares, distribuídos entre as variedades gigante, anão e híbrido (cruzamento entre gigante e anão), e a produção caminha para 3 milhões de toneladas, ou cerca de 1,2 bilhão de cocos. 
Editora Globo 
No Ceará, terceiro maior produtor do país, são cultivados mais de 47 mil hectares de coqueirais – boa parte irrigada e destinada à produção da água tanto para atender à demanda nacional, que se situa em cerca de 350 milhões de litros por ano, como para fazer frente à crescente demanda do mercado internacional, que cresce a uma taxa de 20% ao ano. As exportações para os EUA devem fechar o ano em cerca de 24 milhões de litros, com previsão de alcançar 40 milhões de litros em 2012. “O mercado americano é tão promissor que estamos à procura de mais terras para comprar”, diz Fernando Vaz, gerente de produção da Paragro, de Paraipaba (CE), que cultiva 500 hectares. A empresa também exporta água de coco para a Alemanha, além da polpa de coco verde, usada em misturas para fabricação de sucos, drinques e sorvetes. 
Editora Globo 
Um dos fornecedores da Paragro é o ex-aviador português Armando Luís Barata, que cultiva 70 hectares. Ele optou pelo coco por três razões: o coqueiro não requer muitos cuidados, produz todos os meses do ano e tem mercado assegurado. “O futuro do coco está garantido, porque ele é um alimento completo e saudável”, diz. Barata tem uma das maiores áreas cultivadas do país com coco orgânico certificado pelo Instituto Biodinâmico (IBD). O produto orgânicotem valor 30% maior que o do produto convencional e demanda em alta. “Recebi propostas para exportar para Alemanha, Itália e Portugal, mas meu foco é o cultivo, que tem sido uma maneira interessante de envelhecer”, brinca. Os planos do produtor são elevar em 40% a produção atual, de 1 milhão de cocos ao ano, até 2013. 
Editora Globo 
O empresário Laerte Gurgel, da Cohibra, que trabalha com melhoramento genético e produção de mudas em Amontada (CE), garante que o país vai ter de acelerar o investimento na lavoura para acompanhar o crescimento previsto de 18% ao ano para o mercado de água de coco. “Nesse ritmo, os atuais 60 mil hectares plantados no Brasil com coco-anão (indicado para produção de água), que colocam o país na posição de maior produtor mundial, terão de se multiplicar nos próximos cinco anos e chegar a 300 mil hectares até 2020”, prevê Gurgel. 

Com a experiência de quem se dedica há décadas à produção e ao melhoramento de coco, Gurgel tem uma convicção – o coco é a bola da vez para o Brasil. “Daqui a 20 anos, o coco será uma commodity (produto com preço cotado no mercado mundial) igual à soja ou milho”, avalia. E o Brasil, segundo ele, terá papel de destaque nesse mercado, pois tem potencial para se tornar o principal produtor mundial de coco, superando países como Indonésia, Índia, Filipinas e Sri Lanka, considerados os maiores produtores mundiais. Isso porque os coqueirais desses países estão estagnados, devido à baixa produtividade e ao fato de estarem envelhecidos. 
Editora Globo
No Ceará, são cultivados 47 mil hectares de coqueirais
Em função desse cenário de estagnação na produção mundial, Gurgel acredita que o preço do coco tende a se valorizar nos próximos anos. Hoje, o mercado brasileiro já remunera bem e paga R$ 1 por unidade retirada na propriedade, valor quase seis vezes maior que o registrado em 2007, quando o mercado pagava R$ 0,15 pela fruta. No caso do óleo de coco – muito utilizado na química fina e nas indústrias farmacêutica, de cosméticos e de alimentos –, ele avalia que o aumento pode chegar a 500% nos próximos cinco anos. “A indústria que consome o óleo está concentrada principalmente nos EUA e não pode prescindir das qualidades desse produto, rico em ácidos láuricos, que tem efeitos benéficos à saúde”, explica. Ele avalia, no entanto, que no curto prazo o grande crescimento será representado pela água de coco, que já disputa uma fatia de mercado com sucos, refrigerantes e bebidas isotônicas. “Em 2010, de um mercado de 10 bilhões de litros de refrigerantes e isotônicos consumidos no Brasil, a água de coco teve participação de 3,5%. Cinco anos atrás, o produto representava apenas 1,4%”, observa Gurgel. Não é de hoje que Gurgel acredita no futuro do coco. Há 25 anos, ele se associou à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Sergipe e a especialistas franceses para criar variedades de coqueiros que pudessem dar o suporte adequado ao setor – plantas que ao mesmo tempo tivessem boa produção de água e de óleo, além de combinar a precocidade do coqueiro-anão com a rusticidade da planta gigante (coqueiro-de-praia). Desde então, utilizando material genético proveniente da Ásia e da África, foram sendo obtidos coqueiros híbridos cada vez mais produtivos e resistentes. 
Editora Globo 
Agora, Gurgel avalia que chegou ao ponto desejado: 12 cultivares de coco híbrido em breve estarão à venda no mercado. As sementes produzidas por Gurgel já têm mercado certo e são bem pagas: um quilo de pólen de coqueiro da Cohibra – quantidade que apenas três plantas podem produzir em um ano – chega a custar R$ 5 mil. “É a recompensa por muitos investimentos realizados em conhecimento e tecnologia”, comemora Gurgel. 

“Até bem pouco tempo atrás, o coco vinha sendo cultivado praticamente da mesma forma como quando chegou ao Brasil, na época da colonização. Mas isso está mudando radicalmente com o interesse das empresas multinacionais no negócio”, pondera Gurgel. “E a água hoje é que lidera a expansão do setor”, afirma o gaúcho Adelino Martins, controlador da Terra Brasil, instalada em Trairi (CE), que comercializa a marca Vitcoco em todo o país. A água de coco já recebe o mesmo processamento industrial, utiliza as mesmas embalagens e tem tratamento de marketing semelhante ao reservado aos sucos, refrigerantes e isotônicos, disputando espaço com as demais bebidas nas gôndolas dos supermercados e lojas de conveniência. E isso não acontece só no Brasil, mas em países como os EUA, onde é comercializada em cerca de 20 mil pontos de venda. Lá, o mercado de bebidas não alcoólicas movimenta US$ 90 bilhões por ano. O aumento das exportações brasileiras ajuda a trazer novos investimentos para o setor. 
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Madonna gostou tanto da água de coco que virou investidora da Vita Coco
Na Ducoco Alimentos, a água de coco já superou produtos tradicionais como o leite e o coco ralado. “Esse mercado deu um salto gigantesco de uns três anos para cá, principalmente com a abertura do mercado americano”, comenta Mário Vital Domingues, diretor de operações. Ele diz que, desde 2009, a demanda por água de coco nos EUA dobra a cada ano. Segundo Domingues, a inclusão dos americanos entre os apreciadores do produto permitiu elevar as exportações da empresa de 5% do volume da produção total, em 2009, para 30%. 

“Antes, o coco era consumido nos EUA apenas por latinos ou imigrantes asiáticos, mas isso mudou completamente”, observa. Para atender à nova demanda, a empresa investiu R$ 10 milhões na ampliação da planta industrial de Itapipoca, que hoje envasa 100 toneladas de água de coco por dia. Do total exportado, 80% têm como destino os EUA. Algumas empresas já nasceram inteiramente dedicadas à produção de água de coco. Caso da Paragro, que processa mensalmente 1,7 milhão de litros de água – dos quais 1,5 milhão seguem para os EUA com a marca Vita Coco, que tem entre seus investidores as estrelas Madonna e Demi Moore. 
Editora Globo
O português Armando Luis Barata mantém no Ceará uma das maiores áreas de coco orgânico do Brasil
PepsiCo, gigante do setor de alimentos, está investindo R$ 150 milhões numa nova unidade industrial para ampliar a produção de água de coco. Em 2009, a multinacional comprou a Amacoco, empresa que era associada à Sococo

“Conseguimos um produto tão confiável que hoje é consumido e vendido até em hospitais”, garante Demóstenes Frota, sócio da Natu Coco. Para Francisco de Paula Domingues Porto, presidente do Sindicato Nacional dos Produtores de Coco do Brasil (Sindicoco), o futuro da água de coco é mais promissor que o do coco seco ou ralado. 

Vencedora do prêmio Melhores do Agronegócio 2011 na categoria alimentos básicos, concedido pela revista Globo Rural, a Sococo prefere manter seu foco no consumidor brasileiro, segundo Emerson Tenório, diretor presidente da companhia. O carro-chefe da empresa é a água. Hoje, a Sococo detém 53% do mercado brasileiro, com vendas de 36 milhões de litros por ano.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Coqueiro anão Colheita



Colheita
O coqueiro caracteriza-se pela produção escalonada durante todo o ano, com variações estacionais. Em média, são colhidos 12 por ano para a variedade de coqueiro gigante e 14 a 16 para a variedade de coqueiro anão. Quando a produção se destina ao consumo da água de coco, o fruto deve ser colhido entre 6 a 8 meses de idade, sendo mais importante, não a sua idade e sim a sua posição na planta. Os frutos dos cachos posicionados nas folhas 18,19 e 20 apresentam o ponto ideal de colheita para o consumo de água. Sendo essa variação da posição proveniente, principalmente, do número de frutos por cacho. Quando os frutos se destinam a industrialização, à venda do fruto seco “in natura” ou à utilização da semente para produção de mudas, os frutos devem ser colhidos com 11 a 12 meses. A colheita, o carregamento e o transporte dos frutos verdes devem ser realizados com cuidado, para evitar impactos nos frutos, que podem  rachá-los ou danificá-los , inviabilizando sua comercialização . O impacto, mesmo leve, causa injúrias  dos frutos , diminuindo o período de prateleira ou seja seu período de conservação. Também manchas surgem nos frutos diminuindo seu valor comercial.
O transporte de frutos, geralmente, é realizado a granel, sem controle das condições ambientais como: temperatura, unidade e CO². Os frutos devem ser protegidos do sol para evitar manchas no epicarpo, dependendo do tamanho do caminhão. Os frutos transportados ainda nos cachos apresentam um maior período de conservação, embora os cachos e as pontas das espigas secas possam danificar a casca dos frutos, deixando-os com pior aparência.

Cultivo de Coco Anão- Luiz Ângelo Mirisola Filho-Editora Aprenda Fácil