sábado, 31 de agosto de 2013

Métodos de Estudo de Nutrição Mineral Do Coqueiro


Em 1958, Nathanael estabeleceu três métodos distintos de estudo da nutrição mineral do coqueiro.
O primeiro método consiste em definir a necessidade da planta com auxílio de experimentos agronômicos de aproximações sucessivas. A cultura do coqueiro se presta mal a esse método: por apresentar baixa densidade de plantio (130 a 205 plantas por hectare), conduz a despesas elevadas de implantação e condução, sem resolver todos os problemas.
A análise de solo é o segmento método a ser preconizado.
Ele não leva em conta as reações na planta e sua interpretação torna-se delicada.
O terceiro método integra diretamente a planta para análise química da água de coco e análise química da folha (diagnose foliar). Experimentos realizados na costa do Marfim provaram que há uma analogia entre análise foliar e análise da água de coco; a última, dando uma boa reflexão da considerável ação da fertilização potássica na produção. Contudo, pelo reduzido numero de plantas amostradas, a análise da água de coco é submetida a variações muito maiores que a análise foliar, dando informações menos precisa para atuar nas fertilizações.
É por esta razão que a análise da água de coco não se sobrepôs a analise foliar
Mas recentemente, pesquisadores, estudando a fertilização do dendê pelo mundo, descrevem dois métodos possíveis para estudar a nutrição mineral das palmáceas.
O primeiro consiste no estudo de balanço dos primeiros exportados, com todas as dificuldades práticas e imprecisões que implicam.
O segundo baseia-se em experimentos de campo e análise da planta, para podermos definir níveis de deficiência e suficiência dos elementos nutrientes, sendo muito mais preciso que o primeiro método, fornecendo um bom quadro do efeito das adubações sobre o crescimento vegetativo e produção.
Trataremos sucessivamente desses dois métodos que são  mais empregados pelos pesquisadores, dando mais ênfase ao segundo, por ser mais importante.
Fonte: cultivo do Coco Anão –Luiz Ângelo Mirisola Filho


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Nutrição e Adubação do Coqueiro.


Solos
O coqueiro é uma planta que se desenvolve em solos com as mais distintas características, de solos arenosos a argilosos.
Contudo, ele não cresce em todos eles, com a mesma taxa de sucesso. Algumas das características que afetam o desenvolvimento e a produção do coqueiro serão discutidas adiante. É importante lembrar que características individuais interagem entre si e elas devem sempre ser vistas em uma combinação.
Aeração
Uma boa aeração é muito importante para o desenvolvimento do sistema radicular da maioria das culturas, e particularmente para o coqueiro. Através da aeração, o conteúdo de oxigênio do solo é regulado, impedindo a concentração de dióxido de carbono ( CO²) e de subprodutos  da decomposição anaeróbia. Um conteúdo suficiente de oxigênio é essencial para a absorção de água e nutrientes e ,até mesmo, em concentração muito elevadas podem matar as raízes.


Textura
Além da importância na aeração do solo, a textura é de suma importância para o desenvolvimento do sistema radicular e consequentemente, ancoramento,e volume de solo disponível para o coqueiro.
Em geral, o sistema radicular do coqueiro crescendo leves, explora uma área maior do que em solos pesados.
Sobre solos leves ou extremamente friáveis, como os solos turfosos, o ancoramento da planta é insuficiente e o tombamento pode ocorrer na presença de ventos fortes. Solos compactos inibem o crescimento radicular em extensões maiores, podendo as raízes penetrar somente através de canais e rachaduras existentes, impedindo a completa utilização do volume total de solo disponível para a planta. Solos pesados podem rachar na estação seca, rompendo raízes em crescimento. Em susceptíveis à erosão do que solos leves e friáveis, pela sua maior impermeabilidade, causando escorrimento superficial.
Solos pedregosos têm uma reduzida quantidade de solo efetivo por unidade de volume, assim baixa disponibilidade de água e nutrientes em relação aos solos similares, sem presença de pedras. Camadas compactas impedem a penetração das raízes e podem seriamente restringir o volume de solo explorado. Elas também impedem o movimento livre da água através do solo, causando encharcamento na estação chuvosa e ressecamento na estação seca.


Fonte: Cultivo de coco anão –Luiz Ângelo Mirisola filho.   

sábado, 24 de agosto de 2013

Características Botânicas das folhas de coqueiro anão


A coroa de um coqueiro adulto crescendo em condições favoráveis tem a forma esférica. As folhas estão inseridas em ângulos diferentes, partindo para todos os lados.
As folhas são do tipo penada, sendo constituídas pelo pecíolo que se continua pelas ráquis, onde se prendem os folíolos. Uma folha madura possui cerca 200 a 250 folíolos. E seis metros de comprimento para o coqueiro gigante, já o anão possui folhas muito mais curtas com três a quatro metros. O comprimento dos folíolos é aproximadamente um quarto do comprimento da folha.
O número de folhas vivas é de 30 a 40 para o coqueiro gigante, dependendo das condições de crescimento. São emitidas de 12 a 16 folhas anualmente, com duração de 4 anos na planta. As condições de crescimento têm forte influência no número de folhas emitidas e a vida útil da folha. O coqueiro anão possui somente 25 a 28 folhas abertas na coroa, e são produzidas 18 folhas novas anualmente quando em condições ideais.
As lâminas foliares são cobertas por cutículas espessas.
A epiderme inferior é mais fina que a superior. Os estômatos estão localizados na epiderme inferior, m sendo responsáveis pelas trocas localizados na epiderme inferior, sendo responsáveis pelas trocas gasosas da planta com ambiente. As variedades anãs possuem mais estômatos por unidade de área de superfície foliar que as variedades gigantes. Os estômatos ficam abertos nas horas de maior intensidade luminosa, fechando-se ao entardecer, permanecendo fechados à noite. Nos dias nublados, os estômatos dos coqueiros mostram-se mais fechados que nos dias ensolarados, daí ser o coqueiro uma planta altamente exigente em luz.

Fonte:Cultivo de Coco Anão –Luiz Ângelo Mirisola Filho –Editora Aprenda Fácil

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Coqueiro Anão- Características Botânicas




O coqueiro uma das mais belas palmeiras, pertence à família das palmae. É uma planta arbórea com caule ereto, geralmente sem ramificações e com folhas terminais. Estudos taxonômicos e investigações da anatomia das monocotiledôneas indicam que a espécie Cocos Nucifera é monotípica. Contudo, diferentes variedades são reconhecidas. Estas podem ser divididas em dois grandes grupos: os coqueiros gigantes e os coqueiros anões. Os híbridos são cruzamentos entre progenitores masculinos gigantes e progenitores femininos anões.

Caule:
Em termos botânicos exatos o coqueiro não é uma árvore.
Seu tronco é chamado de estipe. Geralmente, o coqueiro possui um único estipe, em ocasiões raras, mais de um estipe pode ser encontrado. Acredita-se que o dano no ponto de crescimento pode causar a ramificação.
O ponto de crescimento do coqueiro está localizado em gema terminal no centro de topo do estipe. Os primeiros anos após a germinação, somente internódios muito curtos são formados, dos quais, muitas raízes adventícias brotam. Este período dura até a completa expansão e emergência do estipe do solo, sendo de aproximadamente dois anos para o coqueiro anão.
Devido à ausência de tecido meristemático, o estipe não apresenta crescimento secundário em espessura, por não haver formação de novos tecidos. Sob condições desfavoráveis, como seca prolongada, má nutrição ou ataque de doenças e pragas, a porção da estipe formada neste período pode apresentar variações no seu diâmetro, devido a variações no tamanho individual das células.
A superfície do córtex mostra cicatrizes foliares de forma triangular, indicando o local onde as folhas estavam atadas. Entre as cicatrizes foliares, estão is internódios. A distância entre os internódios é uma característica varietal, as variedades anãs possuem internódios muito mais curtos que as variedades gigantes.

Raiz
Como uma monocotiledônea, o coqueiro não possui raiz principal ou pivotante. O crescimento radicular inicia-se na germinação: raízes adventícias desenvolvem-se da base da estipe e são produzidas continuamente. O número de raízes varia muito com as condições ambientais, idade da planta e o tipo de solo. Raízes podem desenvolver-se logo acima da base da estipe mesmo a maiores alturas, em condições de alta umidade. As raízes não se desenvolvem em ambientes com a água estagnada, provavelmente, devido à falta de oxigênio.
A maior concentração de raízes é encontrada perto do estipe, a densidade de raízes é encontrada perto do estipe, a densidade de raízes geralmente diminui com a distância da palmeira e a profundidade. A distribuição radicular também pode ser afetada pela umidade, tipo de solo, modo de fertilização e outros fatores que afetam o desenvolvimento da planta.
Normalmente a maioria da massa radicular está concentrada no primeiro metro de solo, mas parte das raízes pode penetrar mais profundamente até alcançar o lençol freático.
As raízes primárias têm a função principal de sustentação, delas partem as raízes secundárias, de onde partem as terciárias, que produzem as radicelas, principais raízes de absorção, geralmente, concentradas na parte mais fértil do solo.


Fonte: Cultivo de Coco Anão-Luiz Ângelo Mirisola Filho

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Coqueiro Anão – Sistema tradicional de produção de mudas.


No sistema tradicional, as mudas passam por duas fases germinadouro e viveiro. No germinadouro, seleciona-se material antes de ser transferido para o viveiro. Baseia-se principalmente no critério da velocidade de germinação do material, eliminando-se plantas raquíticas e mal formadas. O viveiro constitui a fase posterior, na qual as plantas são selecionado de acordo com seu vigor e estado fitossanitário.
Germinadouro


A colocação das sementes no germinadouro, antes de plantá-las no viveiro, tem várias vantagens. No germinadouro as sementes podem ser plantadas mais próximas umas das outra densidade 10 vezes maior que no viveiro. Como resultado os custos de irrigação, o controle de plantas invasoras e as pulverizações serão mais baixos que no viveiro. A seleção de mudas com base na germinação precoce pode ser feita no germinadouro, reduzindo consideravelmente o número de castanhas a serem plantadas ao viveiro.
O germinador e os viveiros têm o mesmo requerimento de disponibilidade de água e tipo de solo, ficando os dois o mais próximo possível um do outro. De fato, eles deveriam ser combinados em um único local se possível. Isso facilitaria o transplantio das germinadas do germinadouro para o viveiro, reduzindo o risco de ressecamento da semente durante o transporte do germinadouro ao viveiro.
O solo de germinadouro deve ser friável e bem drenado, preferencialmente arenoso, para facilitar o plantio das sementes e o transplantio das mudas. Solos arenosos reduzem os perigos de ataque de térmitas.
O germinadouro não deve se muito largo, permitindo fácil acesso para a irrrigação e retirada das mudas para o transplantio no viveiro. Deve ser considerado o máximo de 10 ruas. As sementes são colocadas lado a lado na profundidade de 15 cm, de maneira que um terço da semente fique descoberta. O espaço deixado entre os canteiros deve ser largo o suficiente para permitir a irrigação e o acesso as sementes normalmente esse espaço é de 50 a 60cm de largura. A melhor posição da semente é a posição horizontal, que é a posição natural de queda do fruto. Em alguns países, há preferência do plantio da semente na posição vertical, permitindo constitui uma vantagem para o transplantio. Mas, se a semente não estiver propriamente preenchida com água, o haustório pode perder seu contato com a água-de-coco, dificultando a germinação e brotação da semente, causando sua falha. Quando também adiarão sua penetração no solo fertilizado, resultando em desenvolvimento mais lento da muda.
Fonte:Cultivo do coco anão- luiz Ângelo Mirisola filho –Aprenda Fácil


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Coqueiro anão-Sua Produção.

Coqueiro anão-Sua Produção.




A produção de coco ralado na indústria brasileira consiste da desidratação da amêndoa desidratada depois de retirada parcial do leite de coco em secadores  descontínuos ou de leite fluidizado, e quando triturada e seca em condições de higiene, dá o coco ralado. Muito utilizado na indústria de alimentos. A casca dura dos frutos é usada principalmente como combustível no próprio local de origem, como também, parte se transforma em carvão vegetal, na qual é exportada para outros países, que o transformam em carvão ativado.
A casca fibrosa dá uma importante fibra usada na indústria, para fabricação de tapetes, estofamento de bancos de automóveis, escovas, além de corda e outros produtos. Sendo assim, devemos lembrar que o coqueiro gigante é essencialmente cultivado por pequenos proprietários, salvo uma ou outra grande empresa que possui grandes áreas com o coqueiro anão, bastante cultivado nas filipinas, malásia e outros países situados nos trópicos, foi introduzido no Brasil pela primeira vez na década de 20(coco verde), e hoje está presente na maioria dos estados brasileiro, cobrindo áreas das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Os estatísticos oficiais só não registram a existência de coqueirais no sul do Brasil, embora já esteja presente nesta região. Este crescimento ocorreu, principalmente, em virtude do aumento da demanda pela água do fruto do coqueiro, comercialmente conhecida como água de coco, para consumo in natura e para o uso na indústria assim como também devido às condições favoráveis de clima e solo.

Fonte:Cultivo de Coco Anão –Luiz Ângelo Mirisola Filho –Aprenda Fácil

sábado, 10 de agosto de 2013

A Importância do Coqueiro

A importância do coqueiro.
O coqueiro é a mais importante das palmeiras cultivadas do mundo, é mencionada e descrita na antiga arte e literatura.
Desde muito tempo, o coqueiro vem sendo um dos principais cultivos do mundo. No mercado internacional, os derivados de coco de maior valor econômico são a compra e óleo de coco. Enquanto, no Brasil, o leite de coco e a coco ralada são os principais produtos industriais, tendo como subprodutos o óleo de coco e torta de coco, além de água consumida in natura ou envasada.
Seus frutos, folhas e madeira proporcionam a milhares de pequenos proprietários alimentos, bebidas, combustíveis e abrigo. Na economia mundial de produção agrícola, os países tropicais têm grande importância na produção de coqueiro. O produto tornou-se artigo de vasto consumo na alimentação humana e matéria-prima para múltiplas indústrias. Dada a grande importância que a cultura tem os países tropicais, faltam pesquisas fundamentais sobre manejo e práticas culturais para derivados da cultura. Isso se deve a várias causas, algumas das quais são inerentes à própria cultura. A copra, derivado da amêndoa, é uma indústria e a torta, valioso alimento especialmente destinado à alimentação de animais.
Fonte: Cultivo de Coco Anão –Luiz Ângelo Mirisola Filho

Editora Aprenda Fácil

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Características Botânicas das folhas de coqueiro anão


A coroa de um coqueiro adulto crescendo em condições favoráveis tem a forma esférica. As folhas estão inseridas em ângulos diferentes, partindo para todos os lados.
As folhas são do tipo penada, sendo constituídas pelo pecíolo que se continua pelas ráquis, onde se prendem os folíolos. Uma folha madura possui cerca 200 a 250 folíolos. E seis metros de comprimento para o coqueiro gigante, já o anão possui folhas muito mais curtas com três a quatro metros. O comprimento dos folíolos é aproximadamente um quarto do comprimento da folha.
O número de folhas vivas é de 30 a 40 para o coqueiro gigante, dependendo das condições de crescimento. São emitidas de 12 a 16 folhas anualmente, com duração de 4 anos na planta. As condições de crescimento têm forte influência no número de folhas emitidas e a vida útil da folha. O coqueiro anão possui somente 25 a 28 folhas abertas na coroa, e são produzidas 18 folhas novas anualmente quando em condições ideais.
As lâminas foliares são cobertas por cutículas espessas.
A epiderme inferior é mais fina que a superior. Os estômatos estão localizados na epiderme inferior, m sendo responsáveis pelas trocas localizados na epiderme inferior, sendo responsáveis pelas trocas gasosas da planta com ambiente. As variedades anãs possuem mais estômatos por unidade de área de superfície foliar que as variedades gigantes. Os estômatos ficam abertos nas horas de maior intensidade luminosa, fechando-se ao entardecer, permanecendo fechados à noite. Nos dias nublados, os estômatos dos coqueiros mostram-se mais fechados que nos dias ensolarados, daí ser o coqueiro uma planta altamente exigente em luz.
Fonte:Cultivo de Coco Anão –Luiz Ângelo Mirisola Filho –Editora Aprenda Fácil

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A importância do coqueiro.





O coqueiro é a mais importante das palmeiras cultivadas do mundo, é mencionada e descrita na antiga arte e literatura.
Desde muito tempo, o coqueiro vem sendo um dos principais cultivos do mundo. No mercado internacional, os derivados de coco de maior valor econômico são a compra e óleo de coco. Enquanto, no Brasil, o leite de coco e a coco ralada são os principais produtos industriais, tendo como subprodutos o óleo de coco e torta de coco, além de água consumida in natura ou envasada.
Seus frutos, folhas e madeira proporcionam a milhares de pequenos proprietários alimentos, bebidas, combustíveis e abrigo. Na economia mundial de produção agrícola, os países tropicais têm grande importância na produção de coqueiro. O produto tornou-se artigo de vasto consumo na alimentação humana e matéria-prima para múltiplas indústrias. Dada a grande importância que a cultura tem os países tropicais, faltam pesquisas fundamentais sobre manejo e práticas culturais para derivados da cultura. Isso se deve a várias causas, algumas das quais são inerentes à própria cultura. A copra, derivado da amêndoa, é uma indústria e a torta, valioso alimento especialmente destinado à alimentação de animais.
Fonte: Cultivo de Coco Anão –Luiz Ângelo Mirisola Filho
Editora Aprenda Fácil



sábado, 3 de agosto de 2013

Coqueiro Anão –Distribuição Atual.

O coqueiro tem uma distribuição pantropical, sendo cultivado, entre as latitudes de 20°N e20°S compreendendo 86 países situados nos continentes  Asiáticos ( 15 países), na Oceania (19 países), na África( 22 países), na América do Norte e Central(22 países) e na América do Sul(8 países).entre esses continentes, o Asiático e as ilhas do pacifico detêm em torno de 86% da produção mundial de coco, que segundo a FAO(1990) foi de 36,8 milhões de toneladas em 1998. Já os países africanos e os das Américas apresentam apenas 5,1% e 7,3%, respectivamente, dessa produção. Na América Latina, destacam-se México e o Brasil como os principais produtores de coco.
Fonte: Cultivo de Coco Anão –Luiz Ângelo Mirisola Filho –Editora Aprenda Fácil

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Mudas de Coqueiro Anão - Caracteristicas Botânicas



O coqueiro uma das mais belas palmeiras, pertence à família das palmae. É uma planta arbórea com caule ereto, geralmente sem ramificações e com folhas terminais. Estudos taxonômicos e investigações da anatomia das monocotiledôneas indicam que a espécie Cocos Nucifera é monotípica. Contudo, diferentes variedades são reconhecidas. Estas podem ser divididas em dois grandes grupos: os coqueiros gigantes e os coqueiros anões. Os híbridos são cruzamentos entre progenitores masculinos gigantes e progenitores femininos anões.

Caule:
Em termos botânicos exatos o coqueiro não é uma árvore.
Seu tronco é chamado de estipe. Geralmente, o coqueiro possui um único estipe, em ocasiões raras, mais de um estipe pode ser encontrado. Acredita-se que o dano no ponto de crescimento pode causar a ramificação.
O ponto de crescimento do coqueiro está localizado em gema terminal no centro de topo do estipe. Os primeiros anos após a germinação, somente internódios muito curtos são formados, dos quais, muitas raízes adventícias brotam. Este período dura até a completa expansão e emergência do estipe do solo, sendo de aproximadamente dois anos para o coqueiro anão.
Devido à ausência de tecido meristemático, o estipe não apresenta crescimento secundário em espessura, por não haver formação de novos tecidos. Sob condições desfavoráveis, como seca prolongada, má nutrição ou ataque de doenças e pragas, a porção da estipe formada neste período pode apresentar variações no seu diâmetro, devido a variações no tamanho individual das células.
A superfície do córtex mostra cicatrizes foliares de forma triangular, indicando o local onde as folhas estavam atadas. Entre as cicatrizes foliares, estão is internódios. A distância entre os internódios é uma característica varietal, as variedades anãs possuem internódios muito mais curtos que as variedades gigantes.
Raiz

Como uma monocotiledônea, o coqueiro não possui raiz principal ou pivotante. O crescimento radicular inicia-se na germinação: raízes adventícias desenvolvem-se da base da estipe e são produzidas continuamente. O número de raízes varia muito com as condições ambientais, idade da planta e o tipo de solo. Raízes podem desenvolver-se logo acima da base da estipe mesmo a maiores alturas, em condições de alta umidade. As raízes não se desenvolvem em ambientes com a água estagnada, provavelmente, devido à falta de oxigênio.
A maior concentração de raízes é encontrada perto do estipe, a densidade de raízes é encontrada perto do estipe, a densidade de raízes geralmente diminui com a distância da palmeira e a profundidade. A distribuição radicular também pode ser afetada pela umidade, tipo de solo, modo de fertilização e outros fatores que afetam o desenvolvimento da planta.
Normalmente a maioria da massa radicular está concentrada no primeiro metro de solo, mas parte das raízes pode penetrar mais profundamente até alcançar o lençol freático.
As raízes primárias têm a função principal de sustentação, delas partem as raízes secundárias, de onde partem as terciárias, que produzem as radicelas, principais raízes de absorção, geralmente, concentradas na parte mais fértil do solo.


Fonte: Cultivo de Coco Anão-Luiz Ângelo Mirisola Filho

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Grupo Aurantiaca produzirá, além de manta, água de coco até 2014

Além de produzir biomantas, grupo vai comercializar a água de coco envasada - a partir de janeiro - óleo de coco e leite de coco

24.07.2013 | Atualizado em 24.07.2013 - 07:20
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Foto: Divulgação

Grupo Aurantiaca produzirá, além de manta, água de coco até 2014
A Bahia é responsável por 34% de toda a produção de coco do país, o que significa que todos os anos são colhidos 624 milhões desses frutos. No entanto, há apenas uma indústria de beneficiamento de coco instalada no estado  que aproveita todas as partes do fruto, segundo o agrônomo Roberto Lessa, vice-presidente do grupo Aurantiaca.
De olho nesse potencial, o grupo se instalou no município do Conde, no Litoral Norte, onde já começou a produzir biomantas de fibras de coco, o primeiro de uma série de produtos que planeja comercializar para todo o Brasil. Os próximos serão a água de coco envasada (na caixa ou na garrafa) - a partir de janeiro - óleo de coco e leite de coco, ambos previstos para até o final de 2014.
O mercado de água de coco é uma das grandes apostas do grupo. “Nos últimos cinco anos diminuiu 0,9% o consumo de refrigerantes no mundo. Isso significa que as pessoas estão mais preocupadas em consumir bebidas saudáveis. No Brasil, consumimos 98 milhões de litros de água de coco envasada por ano. Mas o mercado tem um potencial muito maior”, acredita o vice-presidente.
Ele garante que a água de coco produzida pelo Aurantiaca será 100% natural, retirada do coco verde sem nenhuma adição de açúcar ou conservantes. “Esse será o nosso diferencial”, acrescenta Douglas Cotrim, diretor de marketing do grupo.
O investimento da Aurantiaca na Bahia foi de R$ 200 milhões. “A partir de 2022, esperamos ter um faturamento de R$ 500 milhões por ano”, planeja Lessa.  Até o final do ano serão 1,6 mil hectares de área plantada nas três fazendas que o grupo possui em Conde.
A que está em situação mais avançada é a São Bento da Barra, que o CORREIO visitou nesta terça.  Lá, cada hectare já recebeu 205 mudas de coqueiro anão verde do Jiqui, considerado um dos melhores para água de coco. 
Mão de obra Cada área de 200 hectares tem um ‘arista’, que é o responsável pela produção desse pedaço de terra. Os aristas, como a maioria dos empregados da empresa, são recrutados entre os próprios moradores da região.
“Hoje, 97% dos funcionários são daqui”, diz ele. Ao todo, são 220 funcionários nas fazendas e outros 40 na fábrica, número que deve crescer para 600 e 370, respectivamente, nos próximos cinco anos. 
Na fábrica, localizada a poucos quilômetros das fazendas, por enquanto são produzidas apenas biomantas de fibras de coco, que levam a marca Fibraztech e têm diversas utilidades. Uma delas é auxiliar na plantação, principalmente em encostas ou locais com risco de deslizamento.
“Você colocando a manta e jogando as sementes por cima, elas entram no meio das fibras e ficam protegidas do vento, da chuva e da luz excessiva. Ela também faz com que o adubo seja absorvido mais devagar. É uma garantia de 80% de que a plantação vai vingar”, explica Douglas.
As biofibras também servem para fazer revestimentos acústicos e térmicos. “Nossa indústria é a primeira do Brasil com capacidade para produzir com qualidade e volume biomantas derivadas da fibra de coco. Antes, o produto era importado dos EUA.