domingo, 30 de junho de 2013

Cultivares de coqueiro -Variedades dos Coqueiros

O gênero Cocos é constituído apenas pela espécie Cocos nucifera L., a qual é composta de algumas variedades, entre as quais as mais importantes são: Typica(Var. Gigante) e Nana (Var. Anã). Os híbridos de coqueiro mais utilizados são resultantes dos cruzamentos entre essas variedades. Atualmente segundo o Sindicato dos Produtores de Coco (SINDCOCO), em torno de 70, 20 e 10% dos plantios de coqueiro no país, são formados pelas cultivares gigante, anão e híbrido, respectivamente.
O coqueiro gigante é ainda bastante explorado, principalmente pelos pequenos produtores de coco. É uma variedade rústica, de crescimento rápido e fase vegetativa longa, iniciando o florescimento entre 5 a 7 anos, em condições ecológicas ideais, chegando a florescer, no entanto, até com 10 anos, após o plantio. Esta variedade atinge 20 a 30m de altura, podendo produzir até 80 frutos/planta/ano, de tamanho variando de médio a grande e com vida econômica de 60 a 70 anos. No Brasil é muito empregado, in natura para uso culinário (na produção de doces, bolos etc.), bem como na agroindústria de alimentos para leite de coco, farinha de coco, entre outros.
O coqueiro anão constitui-se na variedade de coqueiro mais utilizada comercialmente no Brasil, para produção de água de coco, com qualidade sensorial superior às demais cultivares, apesar de poder ser empregada também na agroindústria de alimentos e/ou do fruto seco in natura, com produtividade estimada de polpa nos plantios tecnificados, acima de 8 ton/ha. Neste contexto, essa variedade pode se constituir em alternativa promissora para os produtores de coco seco, pois além de se tornar uma variedade de maior utilidade comercial, reduzirá o “déficit” de produção de polpa atualmente observado nos plantios com as cultivares de coqueiro híbrido e gigante. Além disto, com relação a qualidade dessa polpa, o teor de gordura encontra-se em torno de 30%,sendo menos da metade dos teores encontrados na variedade gigante (65 a 70%) e no híbrido (62 a 65%), abrindo consequentemente, uma perspectiva muito interessante no segmento de mercado de alimentos “light”, a base de coco, que é um mercado crescente.
A variedade Anã apresenta desenvolvimento vegetativo lento, é precoce, iniciando a produção em média com dois a três anos após o plantio. Chega a atingir 10 a 12m de altura e tem vida útil em torno de 30 a 40 anos. Apresenta estipe delgado, folhas numerosas porém curtas, produz um grande número de pequenos frutos (150 a 200 frutos/planta/ano), é mais sensível ao ataque de pragas, como ácaro, e doenças foliares. Em geral apresenta maiores exigências de clima e solo do que a variedade Gigante.
Os frutos do coqueiro anão destinados ao consumo in natura de água de coco devem ser colhidos, principalmente, entre o sexto e o sétimo mês, após a abertura natural da inflorescência, independentemente da cultivar considerada. Nessa idade ocorrem os maiores valores para: pesos de fruto, volume de água de coco, teores de frutose, glicose e grau brix, consequentemente, as características sensoriais são superiores (Tabela 1). Para uso agroindustrial, recomenda-se efetuar uma mistura da água dos frutos colhidos nas idades de 5 a 8 meses. Já os frutos secos para produção agroindustrial de alimentos ou para uso culinário, devem ser colhidos entre 11 a 12 meses de idade.
Tabela 1. Características físico-química de frutos de coqueiro anão no ponto ideal de colheita para uso da água de coco. Aracaju, SE, 2002.
Características
Idade (meses)

6
7
Peso do fruto (g)
1358,9
1558,9
Volume de água (mL)
324,08
289,0
Frutose (g/100 g)
3,25
2,09
Glicose (g/100 g)
2,96
1,95
Grau Brix
6,16
6,13
Potássio (mg/100 mL)
102 a 192
143 a 191
Fonte: ARAGÃO (2002).
A variedade Anã é composta das cultivares amarela, verde , vermelho de Camarões e vermelho da Malásia. No Brasil, a principal demanda para plantio, é da cultivar verde. Segundo estimativas da SINDCOCO, atualmente a área plantada com coqueiro anão verde no país é de 57 mil hectares.
O coqueiro híbrido intervarietal anão x gigante, é uma cultivar de ampla utilidade comercial, podendo ser empregada para produções de água de coco e de fibras, e principalmente, para produção de polpa ou albúmen sólido. A grande dificuldade a curto e médio prazo, é a baixa disponibilidade de sementes híbridas no mercado, para implantação de extensas áreas com essa cultivar.
O uso do coqueiro híbrido pode oferecer diversas vantagens em relação aos parentais Anão e Gigante, em condições agroecológicas ideais de exploração:
  • Maior estabilidade de produção quando submetidos a diferentes condições ambientais;
  • Ampla utilidade do fruto – uso in natura (culinária e água de coco) e emprego agroindustrial (alimentos, água de coco, saboaria, detergentes, fibras para estofados e ração animal, entre outros); 
  • Fruto de tamanho médio de acordo com a exigência do mercado;
  • Maior produtividade de polpa – pode produzir em média entre 8,5 a 9,5 t/ha de polpa, enquanto o gigante entre 3,5 a 5,0 t/ha e o anão em média 8 t/ha;
  • Maior produtividade de água que o gigante – produz cerca de 10.000 a 12.000 L/ha, enquanto o gigante 5.000 a 7.000 L/ha e produtividade igual ao dos anões; 
  • Maior estabilidade de preço no ano, devido a sua ampla utilidade.

Vantagens do coqueiro híbrido em relação ao gigante:
  • Germinação das sementes mais rápida – germina entre 70 a 90 dias, enquanto o gigante entre 100 a 150 dias; 
  • Crescimento e desenvolvimento da planta mais lento; 
  • Menor porte – atinge até 20m; 
  • Florescimento mais precoce – floresce em média entre 3,0 a 3,2 anos; 
  • Maior produção de frutos por planta - produz em média entre 130 a 150 frutos; 
  • Maior produtividade de frutos - produz em média entre 20.000 a 24.000 frutos/ha, enquanto o gigante nas 8.500 a 11.500 frutos/ha;
  • Água mais saborosa.

Vantagens do coqueiro híbrido em relação ao coqueiro anão:
  • Planta mais vigorosa; 
  • Fruto maior, consequentemente, mais aceito tanto para consumo in natura quanto agroindustrial; 
  • Maior produção de água - produz em média 500 ml/fruto, enquanto o Anão 300 mL/fruto; 
  • Maior produção de polpa – produz em média 350 a 400 g/fruto, enquanto o Anão nas mesmas condições apresenta em média 200g; 
  • Vida útil econômica - entre 50 a 60 anos, portanto, maior que a do Anão.
    Apesar de apresentar uma série de vantagens, os híbridos apresentam algumas desvantagens em relação aos Anões e Gigante no que se refere a segregação genética. Não se recomenda, portanto, plantar as sementes (sementes F2) colhidas dos híbridos (plantas F1), porque a plantação originada dessas sementes, além de ter uma produção de frutos menor em relação a produção das plantas híbridas, será muito desuniforme para qualquer característica, principalmente, aquelas de interesse agronômico e econômico, como: início de florescimento, produção de frutos, porte, tolerância e ou resistência às pragas, doenças e estresse ambiental, entre outras. Estes aspectos não interessam ao produtor.

Desvantagens do coqueiro híbrido em relação ao coqueiro gigante:
  • Planta menos rústica; 
  • Menor produção de polpa – produz em média 350 a 400 g/fruto de polpa enquanto o coqueiro gigante entre 400 a 500 g/fruto; 
  • Menor produção de água – produz em média 500 mL/fruto, enquanto o coqueiro gigante 600 mL/fruto;
  • Vida útil econômica entre 50 a 60 anos, portanto menor que a do coqueiro gigante.
    Desvantagens do coqueiro híbrido em relação ao coqueiro anão:
  • apresenta germinação da semente mais lenta – germina entre 70 a 90 dias, enquanto o anão entre 40 a 60 dias; 
  • Crescimento e desenvolvimento da planta mais rápido; 
  • Maior porte – atinge 20m de altura, enquanto o anão atinge até 12m; 
  • Florescimento mais tardio – floresce em média entre 3,0 a 3,2 anos, enquanto o Anão floresce em média entre 2,5 a 2,9 anos; 
  • Menor produção de frutos – produz em média entre 130 a 150 frutos/planta/ano, enquanto o anão entre 150 a 200 frutos/planta/ano.
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sexta-feira, 28 de junho de 2013

COCO: PRODUÇÃO CAI E VENDA CRESCE


A procura não é compatível com a disponibilidade de mercado, por isso MT importa coco
O coco já foi a terceira fruta mais cultivada no Brasil e é muito requisitado em dias de calor. Há quem diga que esta agora é a bebida da moda. Gelado, ele é perfeito para saciar a sede, hidratar o corpo, ou em complementos para várias guloseimas regionais. No entanto, ao mesmo tempo em que o consumo e a procura por este fruto aumentam, devido ao calor e à seca prolongada, a produção diminuiu consideravelmente.
Os produtores que haviam investido nas plantações de coco nos últimos anos, atraídos pelo potencial do mercado, acabaram desistindo. Desde 2009, o setor passa por problemas para manter-se neste cultivo. ?Infelizmente esta é uma cultura que exige tempo e dinheiro. Exige um acompanhamento e manejo adequados já que é muito atrativo para pragas e doenças. E o tempo de retorno é de, no mínimo, três anos?, desabafa o produtor, Josemar Fagantes.
Já Daniel Vilela, diretor administrativo da Cocolandia, em Cuiabá, diz que a empresa vivencia um momento de otimismo. ?É um mercado muito promissor, mudamos para Cuiabá em novembro do ano passado e desde então estamos crescendo consideravelmente?, comenta.
A empresa trabalha com o fruto desde 1995, com um plantio de 80 hectares e cerca de 19 mil pés, na cidade de Rondonópolis ao sul da capital. Segundo o diretor, realmente o setor passa por problemas, pois há uma grande procura e falta produto no mercado. ?Comercializávamos apenas em Rondonópolis agora estamos em Alta Floresta e Cocalinho e almejamos outros mercados. Para conseguirmos suprir a demanda temos que importar do Nordeste, isso seria evitado se houvesse investimento e incentivo por parte dos governos para esta cultura?.
De acordo com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a área plantada que era de cinco mil hectares, hoje não passa de dois mil. Duílio Maiolino, diretor da Sociedade Mato-grossense de Fruticultura, concorda com os dados acima. Segundo ele, falta investimento para que os produtores voltem a ter interesses por esta cultura. ?Os produtores perderam em parte o interesse, quando fizeram um financiamento e receberam mudas misturadas quando deveriam ser mudas de Coco Anão. Três anos depois se depararam com vários tipos de coqueiros (anão, hibrido e quando na verdade deveria ser apenas a qualidade anão).
Mesmo com todos estes impasses o consumo aumenta a cada dia, sendo assim as empresas governamentais e parceiras rurais buscam recursos para iniciar as pesquisas e auxiliar o produtor. É o que afirma o engenheiro agrônomo, Luciano Gomes Ferreira.
?O coco exige investimentos, mas, em, no máximo, seis anos se alcança a estabilidade de produção. Sendo assim, é possível manter os gastos e aumentar os lucros?.
Ele diz ainda que é importante o produtor não ficar esperando o coco entrar em produção para, só então começar a ganhar dinheiro. Ele pode fazer um consórcio de culturas. ?O coco aceita bem culturas rasteiras como abacaxi, maracujá, milho entre outras,. Dessa forma, é possível aguardar com êxito o período de colheita do coco. Ressaltando ainda que uma propriedade com um pomar de coco pode até dobrar de valor?, finaliza.



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Características do Coqueiro

Coco é o nome do fruto da palmeira. Existem muitos tipos de palmeiras e, portanto, diversos tipos de cocos, entre eles, os mais conhecidos, a carnaúba, o babaçu, o dendê, a tâmara e o coco-da-baía, o fruto do coqueiro.

Origem controversa

Côco
coqueiro ( Cocos nucifera L .), é um membro da Família Arecaceae (família das palmeiras).
É a única espécie classificada no gênero Cocos e a palmeira de maior importância econômica. Sua origem é controversa. Enquanto uns afirmam que é originário da Costa Ocidental da América Central e dali disseminou-se pelo Sudeste asiático, outros afirmam que é nativa da Indonésia, da Nova Zelândia ou da Índia.
Existe uma teoria de que o coqueiro espalhou-se pelo mundo através das correntes marítimas que levaram os frutos mar afora e estes chegaram às praias, inclusive por aqui, na região litorânea entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, onde, até hoje existem em profusão.
Mas, o mais certo, é que, no Brasil, tenha sido introduzido em 1553, procedente da Ilha de Cabo Verde que, por sua vez, recebeu-os originários da Índia. Da região do Recôncavo Baiano, espalhou-se por toda a costa do Brasil levado, provavelmente, por dispersão natural, através das correntes marítimas.
Côco
Na "terra brasilis", o coqueiro não revelou, imediatamente, ao indígena que habitava aquela área, todas as suas potencialidades alimentares. Segundo Câmara Cascudo, pouco mais de 50 anos após sua introdução no país, frei Vicente do Salvador já observava que, por aqui, cultivavam-se em quantidade as grandes palmeiras que dão o coco, mas acrescentava também, que o habitante da terra apenas aproveitava a água e a fina polpa, nutritivas e refrescantes de seu fruto verde, desconhecendo o uso do fruto seco.
Ainda segundo o autor, foi apenas com a chegada dos escravos africanos, especialmente aqueles originários de Moçambique - onde a extração e o aproveitamento do leite de coco já eram práticas comuns, herdadas da longínqua Índia - que iniciou-se a perfeita alquimia que culminou com a criação dos deliciosos e únicos pratos da original culinária afro-brasileira.
O termo "coco" foi criado pelos portugueses no território asiático de Malabar, na viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1498), a partir da associação da aparência do fruto, visto da extremidade, em que o endocarpo e os poros de germinação assemelham-se à face de um "coco" (monstro imaginário com que se assusta as crianças; papão; ogro).
Do português o termo passou ao espanhol, francês e inglês "coco", ao italiano "cocco", ao alemão "Kokos" e aos compostos inglês "coconut" e alemão "Kokosnuss".
Côco

Planta Tropical

Sendo por excelência uma planta de clima tropical, encontrou ao longo da costa litorânea da região Nordeste um "habitat" adequado para o seu pleno desenvolvimento. Mas pode também ser cultivado em outras regiões distantes do mar. Gosta de clima quente e úmido. Para o bom desenvolvimento da planta não pode ocorrer falta de água, necessitando cerca de 2000 mm de chuvas bem distribuídas durante o ano. A temperatura média anual não deve ser inferior a 22 graus C, fator muito importante para a floração do coqueiro. Além disso, a planta não tolera ventos fortes e frios e necessita boa insolação. Quanto ao solo, deve ser leve, profundo, permeável e arejado.
O pH ideal situa-se na faixa de 6,0 a 6,5. A propagação do coqueiro se dá por meio de sementes que devem ser obtidas de plantas produtivas, de estipe reto e vigoroso; boa distribuição de copa e grande número de folhas e, é claro, livre de pragas e doenças. Os frutos escolhidos devem apresentar tamanho médio, formato arredondado e estarem perfeitamente maduros (11 a 12 meses de idade).
Côco

Características do Coqueiro

Planta arbórea perene, o coqueiro é uma planta de grande longevidade, podendo viver além dos 150 anos. Palmeira de raiz fasciculada (vai a 1,8m. para lados e até 0,6m. para baixo), tem um caule indiviso (único) liso, chamado de estipe ou espique, que pode atingir até 30 m de altura e 30 a 50 cm de diâmetro (coqueiro gigante). Há, porém, variedades anãs que não ultrapassam 2 ou 3 metros. As folhas, em tufo de 30/35 unidades, localizam-se na extremidade superior da árvore. São bem verdes, pinadas e arqueadas, largas e compridas - de 3 a 6 metros de comprimento, podendo chegar a ter quase 1 metro de largura (duram de 1 a 2 anos). O coqueiro é uma planta monóica (órgãos masculinos e femininos na mesma planta), produzindo flores unissexuadas em uma inflorescência ramificada em forma de cacho com pequenas e numerosas flores femininas globosas (normalmente, de 12 a 15 inflorescência por ano em intervalos de 24 a 30 dias).
Seu fruto é o coco, popularmente conhecido como coco-da-baía.

As variedades de coqueiro

Gigante

Também chamado de típico, é predominante, tem grande altura, polinização cruzada, fruto verdecocos destinados à industrialização. Dos 6 aos 9 anos de idade o coqueiro inicia a produção de frutos, que se estabiliza quando chega aos 12 anos, alcançando uma média de 70 cocos por pé ao ano. Esta é a variedade mais comum em todo o Nordeste brasileiro, região responsável por cerca de 85% da produção nacional e mais de 90% da área plantada, ocupando principalmente os Estados de Alagoas, Sergipe e Bahia.

Anão

Representado por tipos com frutos verdes, vermelhos e amarelos, tem auto fecundação e frutos destinados ao consumo daágua-de-coco.
Não alcança mais do que 10 metros de altura, o que facilita bastante a coleta dos frutos. É mais precoce do que a variedade gigante, iniciando sua frutificação no segundo ano após o plantio, também apresentando maior produtividade, cerca de 200 frutos por pé ao ano. Em compensação, vive apenas 20 anos, ou seja, bem menos tempo do que o centenário coqueiro comum. No Brasil, a variedade anã foi introduzida pelos doutores: Artur Neiva e Miguel Calmon em 1925, quando retornavam de uma viagem ao Oriente estimulados pela precocidade na produção e facilidade de colheita dos frutos.

Híbrido

Proveniente do cruzamento natural ou artificial gigante x anão.

O Coco

Botanicamente falando, um coco é um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa (não uma noz). A casca tem uma superfície relativamente fina e lisa (exocarpo ou epicarpo - 1) por baixo da qual vem uma espessa capa fibrosa com aproximadamente 5 cm de espessura dependendo da variedade (mesocarpo - 2) ), que envolve um "caroço" interno muito duro (endocarpo lenhoso - 3), popularmente chamado de casquilho ou quenga.
Antes de amadurecer, os frutos estão quase que completamente cheios de líquido esbranquiçado (albume) - a água de coco.
A medida que o coco amadurece, a água vai diminuindo e espessando a parte carnosa branca (endosperma sólido), que de início assemelha-se a uma geléia mas que ,quando os frutos estão completamente maduros, chega a 1 cm ou mais.
Para a germinação do fruto é necessário pequena quantidade de água de coco: um coco seco não germina.
Côco
- Exocarpo ou epicarpo
- Mesocarpo
- Endocarpo Lenhoso (casquilho)
- Endosperma sólido (polpa)

Fases de Amadurecimento

Côco
Na primeira fase de amadurecimento do coco, (4 a 5 meses), ocorre o desenvolvimento da amêndoa, da casca, casquilho e a água de coco que enche totalmente seu interior.
Na segunda fase (de 6 a 8 meses), a casca e o casquilho se endurecem e engrossam. Na terceira fase, o endosperma (polpa) se desenvolve e amadurece. Em geral, quando o fruto tem uns 160 dias, alcança seu tamanho máximo e começa a formar a amêndoa. Quando tem 220 dias, começa a madurecer o casquilho. O endosperma sólido, está completamente formado em torno de 300 dias e em 12 meses, o casquilho, está completamente maduro, juntamente com o fruto. A casca, que se forma ao mesmo tempo que o embrião, em seu período inicial é tenra e logo se enrijece e escurece. O fruto chega a alcançar o peso médio de 3 a 4 Kg.

A Polpa

A massa albuminosa do coco, a polpa, é rica em proteína e vitaminas e pode ser consumida crua, em seu estado natural, ou processada como gordura vegetal, coco ralado leite de coco, obtido através da prensagem da polpa ralada. Em todas as suas formas, tem vasta utilização culinária e está presente em pratos salgados e doces da cozinha de muitos países, do Oriente ao Ocidente, como Índia, Indonésia e todo o Sudeste asiático; praticamente toda a África e Brasil, principalmente na culinária baiana.
A água é saborosa, hidratante e considerada um isotônico natural por ser rica em sais minerais. A presença do sódio e potássio em sua composição possibilita a recuperação destes minerais perdidos através da urina e, sobretudo, do suor. Sua composição é semelhante a do soro fisiológico, o que a torna eficiente para hidratar a pele, reduzir o colesterol, combater a desidratação, enjôos e também a retenção de líquidos no organismo.
Côco

Propriedades Nutricionais

Alimento completo, o coco é excelente substituto da carne, do queijo, do ovo e do leite, aos quais é superior. É rico em proteínas, gorduras, calorias, sais, hidratos de carbono e vitaminas A, B1, B2, B5 e C.

Propriedades Medicinais

água de coco tem várias aplicações na terapêutica caseira.
A água e o leite de coco são apropriados nos casos de rugas da pele. Prestam-se também como calmantes, diuréticos, anti-térmico, estimulante do apetite, depurativos do sangue, etc.
coco verde possui as mesmas propriedades do leite materno, segundo experiências realizadas nos Estados Unidos. No Havaí, as mães costumam alimentar os bebês com leite de coco. Uma colherada de coco pela manhã, é excelente remédio contra vermes intestinais. E a polpa age como adstringente nas hemorróidas.

Árvore da Vida

Considerado mundialmente como a "árvore da vida" por seus múltiplos usos e finalidades, o coqueiro é uma rica fonte de alimento e de energia utilizado na habitação, na movelaria, nas indústrias de cosméticos, de margarinas, de sabões e de fibras, e no artesanato. No coqueiro, praticamente tudo é utilizado: raiz, estipe, inflorescência, folhas, palmito e principalmente o fruto que, mediante uma transformação geralmente simples, gera diversos subprodutos ou derivados.
Côco
Côco
Côco

Variedade de Usos

O casquilho é utilizado para a produção de carvão, carvão para gasogênio, carvão desodorizante e carvão ativado. O coque metalúrgico, pelo seu alto valor calorífico e baixo teor de cinzas, viabiliza seu uso na ourivesaria, metalurgia e indústria artesanal, em substituição ao carvão mineral.
Côco
No processamento industrial, seja para extração de óleo de coco, ou seja para a produção de leite de coco, obtém-se um resíduo de grande importância na alimentação animal - a torta de coco - que pode ser ministrado ao rebanho como fonte de proteínas e energia.
Outro subproduto, geralmente desperdiçado pela indústria, é a água do coco seco, que poderia ser utilizada para fornecer açúcares e sais minerais, principalmente potássio. Segundo R. Child, cada litro de água de coco maduro contém, aproximadamente, 20g de extrato seco de sais minerais
Da casca do coco são extraídas fibras de diferentes comprimentos que servem na fabricação de uma diversidade riquíssima de artigos como vestuário, tapetes, sacaria, almofadas, colchões, acolchoados para a indústria automobilística, escovas, pincéis, capachos, passadeiras, tapetes, cordas marítimas, cortiça isolante, cama de animais.
Os resíduos de matéria vegetal resultante da extração das fibras das cascas possuem, geralmente, uma grande umidade que, após uma secagem natural e queima podem retornar ao coqueiral em forma de cinzas que contêm, segundo Y. Frémond (1969), 30% em K2O (óxido de potássio). Caso as cascas não sejam queimadas, pode o produtor incorporá-las ao solo como adubo orgânico fornecendo nesse caso, 3,5% em K2O.
Côco
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Um dos produtos derivados do coco de grande comercialização no mundo inteiro é a copra ou amêndoa do coco, pela facilidade e economia de transporte para países interessados nessa matéria prima. É obtida partindo-se o coco maduro em 3 partes, que são postas a secar.
A seguir, retira-se, em fragmentos, a polpa branca, continuando a secagem. Do produto assim obtido, a copra, de odor desagradável, usada, principalmente, para a extração do óleo de coco, empregado como alimento há milhares de anos e, também, como combustível, matéria-prima na fabricação de borracha sintética, margarina, cosméticos, fluidos para freios hidráulicos de aviões, resinas sintéticas, inseticidas e germicidas, agente plastificador de vidros de segurança, adesivo no processamento de lubrificantes, na fabricação de glicerina e, principalmente, nas indústrias de sabões e detergentes que preferem o .óleo de copra pelas suas características próprias como espumante, bactericida, germicida, e, principalmente, por ser biodegradável, portanto, não poluidor do meio ambiente, como acontece com outros tipos de detergentes e saponáceos.
Côco
A produção mundial de copra de coco está concentrada em 3 países asiáticos: Filipinas, Indonésia e Índia, que produzem 76%, levando o continente a responder por 85% da produção mundial de copra.
Côco
Nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos que ainda dispõem de outras matérias primas para obter óleos comestíveis (soja, algodão, girassol), o óleo de coco é altamente utilizado na fabricação de álcool graças ao teor de ácidos láuricos e ácidos saturados de menor peso molecular. Ele serve, especialmente, na fabricação de detergentes, como os sulfatos de álcool não poluentes, devidos às suas propriedades biodegradáveis. A indústria de plásticos utiliza-se também dos álcoois derivados do óleo de coco.
Côco
A inflorescência do coqueiro serve de fonte alternativa para a produção de açúcar, já que, a seiva da inflorescência "Toddy", em estado fresco (não fermentado), contém de 12 a 15% de sacarose, similar ao teor de caldo de cana-de-açúcar usado na preparação do açúcar. Considerando-se, segundo estudos de Frémond, que a colheita gera por planta, aproximadamente, 227 litros de seiva, ou seja, 36 Kg de açúcar nos oito meses de colheita por ano. A quantidade possível de açúcar produzida por hectare vai depender, naturalmente, do espaçamento adotado na plantação.
A seiva que exsuda dos pedúnculos cortados é adocicada e pode ser tomada ao natural, como refresco, ou se deixa fermentar para a fabricação de uma bebida alcoólica, o arrack. Com a seiva, pode-se fazer também o vinagre de palma, além do açúcar, como foi anteriormente mencionado.
Côco
Côco
Côco
Côco

Importância econômica

coqueiro é cultivado em aproximadamente 11,6 milhões de hectares em 86 países localizados na zona intertropical do globo terrestre, Cerca de 96% da produção mundial é proveniente de pequenos agricultores, com áreas de 0,2 a 4 hectares, sendo 70% dessa produção consumida internamente nesses países, constituindo-se na principal fonte de gorduras e proteína. A sua importância, na grande maioria dos países, se deve ao seu papel na produção de óleo, como geradora de divisas e como cultura de subsistência para os pequenos agricultores, fornecendo alimentos, bebidas, combustíveis, ração para animais e abrigo.
coqueiro tem um papel muito importante na sustentabilidade de ecossistemas frágeis.
Os maiores produtores mundiais de coco são as Filipinas, Indonésia, Índia, Sri Lanka e Tailândia. México, Brasil e Venezuela lideram a produção latino-americana. Quase todos os países da América Central cultivam o fruto.

No Brasil

A introdução do coqueiro no Brasil e sua adaptação aos solos arenosos da costa brasileira, permitiram o surgimento de uma classe produtora, ocupando um ecossistema com poucas possibilidades de outras explorações comerciais, cuja cadeia produtiva é muito diversificada e de grande significado social.
cultura do coqueiro está disseminada numa área de 247 mil hectares com uma produção aproximada de 1,1 bilhões de frutos, concentrada no Nordeste do Brasil.
Antes restrita à região Nordeste do Brasil, a cultura do coqueiro, nos últimos anos vem se expandindo muito nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo Sul, principalmente, do coqueiro anão.
Esta expansão se dá não só no litoral, mas também no interior dos estados; este fato deve-se principalmente ao grande aumento da procura e do consumo da água de coco verde, ou seja, "in natura", comercializada em maior parte na região litorânea e nos grandes centros.

A original culinária afro-brasileira

Que pratos dessa culinária podem levar leite de coco ou coco puro?

Muitos! Entre os salgados, o vatapá, o caruru de folha, o efó, as frigideiras de maturi, peixes e frutos do mar, as moquecas todas, de arraia, aratu, camarão, peixe, lagosta, ostra e siri-mole, o xinxim de galinha, o arroz-de-hauçá, e outros.
Entre os doces, a baba-de-moça, as cocadas, branca, queimada ou de coco verde, de cortar ou de colher, a cocada-puxa, o quindim, o "creme do homem", o beiju molhado, o cuscuz de tapioca, os bolos todos, de aipim, de milho, de milho verde, de tapioca, de massa puba e de farinha de trigo, os mingaus de milho, de puba e de tapioca, a canjica, a pamonha, o xerém, o munguzá, a paçoca de banana, entre tantas outras invenções possíveis.
Apesar de se tratarem de pratos bastante específicos e típicos, muitos dos princípios contidos em seu receituário foram incorporados às outras culinárias desse país continente, tendo sido transformados e adaptados de acordo com os ingredientes e costumes locais, mantendo, é claro, o precioso sabor do coco-da-baía.

Curiosidade

Em algumas partes do mundo, macacos treinados são usados na colheita do coco.
Escolas de treinamentos para macacos ainda existem no sul da Tailândia. Todos os anos são realizadas competições para identificar o mais rápido colhedor.
Virgínia Brandão
Fonte: correiogourmand.com.br

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Adubação é primordial para boa produtividade do coqueiro anão!

Nos últimos anos, o cultivo do coqueiro anão vem se expandindo largamente no Brasil. Hoje, a sua presença não se limita apenas às regiões litorâneas, locais caracterizados por solos arenosos, mas pode-se encontrá-lo, com produtividade satisfatória, na maioria dos estados.


No que se refere ao mercado para esse produto, pode-se dizer que é bastante receptível, pois a grande maioria da população brasileira, de todas as classes sociais, introduziu em seus hábitos e costumes o consumo de
 coco “in natura”. Haja vista que, mesmo com o aumento das áreas cultivadas e a utilização de novas tecnologias, a produção nacional de coco, ainda, não atende suficientemente à demanda de mercado, que a cada dia é maior.

O
 coqueiro anão é uma planta de características rústicas, cuja produtividade é simples de ser conduzida e apresenta elevados níveis de produção, principalmente, quando há introdução de inovações tecnológicas. A irrigação associada ao controle eficiente de pragas e doenças, junto à boa adubação, duplicam a produção anual.

Entre essas técnicas de manejo, a
 adubação é exigida tanto no cultivo irrigado, como no de sequeiro, dessa espécie. Essa exigência se faz necessária pelo fato de tratar-se de uma planta de alta produtividade e, portanto, a sua absorção dos nutrientes do solo é proporcional. Assim, essa técnica  é primordial para se alcançar uma alta produção, com qualidades desejáveis. Quando se trata de coqueiro irrigado, a importância da adubação se iguala à irrigação e, nos cultivos de sequeiro, a adubação representa a etapa mais importante, para se elevar a produção.

A
 aplicação de fertilizantes no solo tem como objetivo principal manter ou aumentar a quantidade de nutrientes do mesmo, de forma a atender às exigências das plantas. Com ela, espera-se conseguir melhor produtividade e produtos de melhor qualidade, de forma que os benefícios ou lucros superem os custos financeiros e ambientais. Mas essa expectativa pode ser frustrada com a utilização inadequada dos adubos. O desequilíbrio de nutrientes no solo, seja por carência ou por excesso, pode levar à redução da produtividade esperada.

A aplicação do nutriente correto no momento e na dose adequada, representa uma das principais técnicas para a obtenção de boa produtividade.
Com o objetivo de disseminar conhecimentos a cerca da adubação, em busca de melhor produtividade, o CPT - Centro de Produções Técnicas elaborou o curso “Adubação do Coqueiro Anão”, no qual você estará recebendo informações do Dr. Luiz Ângelo Mirisola Filho, especialista em cultura do coqueiro, Mestre pela Universidade Estadual do Norte Fluminense e Doutor pela Universidade Federal de Viçosa.

Entre os assuntos abordados no curso estão as principais características dos solos; características e importância dos nutrientes; amostragens; tipos de adubação do coqueiro anão; adubação convencional de cobertura; fertirrigação.
 

Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela
 UOV – Universidade On-line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.

A
 produção de coco anão para consumo in natura é uma atividade bastante lucrativa que vem se expandindo muito no Brasil. Entretanto, para se conseguir níveis satisfatórios de produtividade, é muito importante adotar técnicas de cultivo adequadas. A adubação eficiente, que consiste na aplicação do nutriente correto no momento certo e na dose adequada, representa uma das principais técnicas responsáveis pela obtenção de boas produtividades.




sábado, 22 de junho de 2013

Coco da Bahia





Quando se fala em coco a primeira coisa que vem a cabeça é o coco-da-baía.
No entanto, todos os tipos de palmeiras produzem coco. Nos trópicos, o coco é muito apreciado, tanto pelos turistas como pelos nativos. No Brasil, seus maiores cultivadores são: a Bahia, o Amazonas, Pernambuco, Maranhão e Piauí.
O coqueiro gosta de clima quente e úmido. Sua altura pode chegar a 30 metros. Também existem variedades anãs, que não ultrapassam três metros.
A casca do coco e relativamente fina e lisa. Por baixo, há uma espessa capa fibrosa que envolve uma camada muito dura, dentro da qual fica a semente, uma massa suculenta e de cor branca. Quando o coco é verde, essa parte é pouco desenvolvida e mole, guardando muita água no seu interior. Á medida que o coco vai amadurecendo, a parte carnosa se torna mais consistente e a água diminui.


A massa pode ser consumida crua, em seu estado natural, ralada, ou ainda transformada em deliciosos pratos culinários. Propriedades: O coc-da-baía é rico em proteínas, gorduras, calorias, sais, hidratos de carbono e vitaminas A, B1, B2, B5 e C. Seus efeitos curativos se devem, principalmente, ao seu conteúdo de magnésio. O ser humano necessita dele para conservação da tensão muscular.
Sabe-se que a polpa do coco age como adstringente nas hemorróidas.





A água de coco verde é deliciosa, refrescante, nutritiva e terapêutica, além de exótica. Sua composição físico-química é semelhante à do soro fisiológico.
São muitos os benefícios da água do coco. Por exemplo:
Hidrata e amacia a pele
Reduz o nível de colesterol
Combate a verminose infantil
Previne e auxilia no tratamento da artrite
Controla a pressão arterial
Combate a desidratação
Repõe imediatamente a energia
Evita vômitos e náuseas durante a gravidez
Depura o sangue
É calmante natural
Reduz a febre
Trata de ulcera estomacal
Combate a prisão de ventre
Previne o enjôo causado pela maresia