quinta-feira, 30 de maio de 2013

Coqueiro não segura os frutos



Qual é o problema com os frutos de um coqueiro, de cerca de nove anos de idade, que caem ainda pequenos e quando os cachos começam a ser formados?
Carla Dolabela Santa Luzia, MG

A queda de frutos imaturos pode estar relacionada com problemas como desnutrição da planta, falta de umidade do solo, ocorrência de pragas e/ou doenças ou ainda ser decorrente de fatores climáticos, como baixa temperatura e baixa umidade relativa do ar, entre outros. O coqueiro também pode ser desprovido de potencial genético, o que não permite emitir resposta à aplicação de adubos. Nesse caso, a produção de cocos sempre é pequena, apesar do uso de tratos culturais recomendados. Uma sugestão é utilizar adubação equilibrada (N, P, K), por meio de fertilizantes químicos e/ou orgânicos, e manter a umidade do solo em nível adequado. Assim, será possível avaliar o aumento de produção, o que deverá ocorrer a partir do segundo ano depois da primeira adubação.

CONSULTOR: HUMBERTO ROLLEMBERG FONTES, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Av. Beira Mar, 3250, Bairro Jardins, Aracaju, SE, CEP 49025-040, tel. (79) 4009-1344, sac@captc.embrapa.br revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1697170-1489-10,00.html

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Como produzir coco anão para consumo de água


Como produzir coco anão para consumo de água

Por em 31 de março 2010


O cultivo de coqueiro anão ocupa diversas áreas do país

cultivo coco anao 175x250 Como produzir coco anão para consumo de água
Coqueiro anão

Apesar de ser uma cultura de elevado custo de produção, o cultivo do coqueiro é, atualmente, considerada uma das atividades agrícolas de maior retorno financeiro. Isso acontece porque o consumo de coco, principalmente na forma “in natura”, vem aumentando cada vez mais em todo o mundo.
No Brasil, há alguns anos, o cultivo de coqueiro anão deixou de ser feito apenas nas regiões litorâneas, para expandir-se também para regiões que antes não eram consideradas propícias para a implantação dessa cultura.
À medida em que a cultura do coqueiro foi se expandindo, as técnicas de cultivo, já existentes, foram aprimoradas, e outras, mais eficientes, foram desenvolvidas e colocadas à disposição dos produtores.
Condições de solo
As condições de solo em que as plantas irão ser cultivadas é um fator importante para se obter boas produções de qualquer cultura, pois o solo servirá de suporte físico para fixação das plantas e será o responsável pelo fornecimento de água e de nutrientes às mesmas.
O coqueiro se desenvolve bem em solos com boa drenagem natural, como os de características mais arenosas. Além disso, trata-se de uma planta que cresce continuamente, permanecendo sempre com muitas folhas e em constante produção e, para se manter assim, as plantas precisarão absorver, constantemente, nutrientes do solo.
Do ponto de vista físico, os solos leves são os mais adequados para o desenvolvimento do coqueiro, pois a sua baixa capacidade de retenção d’água poderá ser suprida por um sistema de irrigação bem manejado.
Condições climáticas
Temperatura: por se tratar de uma cultura típica de clima tropical úmido, o coqueiro necessita de ambientes com temperaturas relativamente altas, sendo que a condição ideal para o seu bom desenvolvimento encontra-se entre 25°C e 30°C.
Umidade relativa do ar: as melhores condições de umidade relativa para se obter boas produções da cultura do coqueiro são aquelas entre 60% e 85%.
O curso “Produção de Coco Anão para Consumo de Água”, desenvolvido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, tem o objetivo de difundir novas informações, abordando, em detalhes, as técnicas de melhoria no cultivo de coco. A coordenação técnica deste trabalho ficou a cargo do Dr. Luiz Ângelo Mirizola Filho, especialista em cultivo do coqueiro anão, pela UFV – Universidade Federal de Viçosa.
 

Fonte:http://www.tecnologiaetreinamento.com.br/agricultura/cultivo-coco/produzir-coco-anao-consumo-de-agua/

segunda-feira, 27 de maio de 2013

MEU COQUEIRO ANÃO


Tanto que eu queria um coqueiro no quintal que me surpreenderam nos dias dos pais  de 2009  com uma muda de coqueiro anão.
- Já tem um ano de idade, o homem disse que ele começa a produzir  com 03 anos.
Era uma muda pequenina, mas com experiência de vida de gente grande , pois nem sentiu a mudança  e foi logo se alongando  e criando novas folhas.
Todos os dias, ao chegar do trabalho, passava por ele, cumprimenta-o e com carinho acariciava as suas folhas compridas e arejadas  que ao sussurrar dos ventos balançavam em movimentos de vai e vem agradecendo.
As primeiras folhas que conheci ao chegar ficaram amareladas e foi preciso ceifa-las, mas do seu interior  outras lindas folhas  surgiram trazendo uma beleza incomum à sua performance.
O meu coqueiro anão já assistiu  algumas de minhas histórias. Primeiro foi a ansiedade na publicação do livro Engenheiros de Pau a Pique, minha obra literária  contendo histórias da minha infância.
Também foi testemunho das Bodas de Prata da minha união com a Beatriz, minha eterna companheira  que juntamente com o lançamento do livro foi realizada uma grande festa.
No ano de 2011 meu coqueiro anão quase ficou sem os afagos que o embalavam todos os dias. Uma súbita dor me levou a uma nova cirurgia de emergência e durante quarenta dias fui limitado poucas atividades.
Outro dia, em uma visita formal ao meu coqueiro anão, contei a ele da minha alegria de vê-lo tão formoso e então resolvi contar as folhas que nasceram  desde a sua mudança para o meu quintal, quando apenas quatro folhas podiam ser contadas.
Me surpreendeu: eram dez! Uma dezena de folhas alongadas e belas evoluíram do seu tronco desde que aquele tempo, as  quatro folhas ceifadas se transformaram em base para que seu tronco fortalecesse para cima e avante.
Meu coqueiro anão  que  foi meu companheiro em  uma linda foto na sua chegada onde eu precisei me ajoelhar para ficarmos iguais em tamanho, hoje o seu porte transcende duas vezes a minha altura  ligando-nos da terra ao céu.
Meu coqueiro anão, buscando vitalidade verde terra abaixo, mostra pelo seu porte que em breve  frutos vigorosos brotarão do seu tronco para compartilhar conosco o seu néctar adocicado.
Meu coqueiro anão: faça-me forte como você para que possamos juntos vivenciar os momentos felizes que ainda hão de vir.
Salve meu coqueiro anão. Salve meu grande  companheiro...


Fonte:http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/4202423
Paulinho de Freitas
22/03/2013
Paulinho de Freitas
Enviado por Paulinho de Freitas em 22/03/2013
Código do texto: T4202423

domingo, 26 de maio de 2013

Plantio (A Cultura do Coqueiro) - O Coqueiro Anão e Coqueiro Gigante


A marcação da área deve ser realizada observando-se o sentido norte-sul, para estabelecimento da linha principal de plantio, com o objetivo de proporcionar maior período de insolação às plantas. O plantio das mudas deve ser realizado preferencialmente no início do período chuvoso, garantindo assim bom suprimento de água às plantas. Quando realizado em condição de sequeiro, em regiões com déficit hídrico elevado, deve-se dar preferência à utilização de mudas mais jovens, com 3 a 4 folhas em média, as quais apresentam menor área foliar e maior teor de reserva no endosperma, possibilitando menores perdas em campo. No caso de plantios irrigados, a utilização de mudas mais desenvolvidas produzidas em sacos plásticos de polietileno pode proporcionar maior precocidade de produção e desenvolvimento das plantas em campo. Deve-se observar, no entanto a relação custo/benefício, para que o produtor possa tomar a melhor decisão em relação ao padrão da muda a ser utilizada.

A abertura de covas para plantio tem como objetivo principal, proporcionar à jovem planta, condições favoráveis no que se refere a umidade e fertilidade do solo, favorecendo assim o desenvolvimento e o aprofundamento das raízes do coqueiro. A depender do tipo de solo, as covas devem ser abertas com dimensões que variam entre 0,60m x 0,60m x 0,60m a 0,80m x 0,80m x 0,80m, devendo ser preparadas preferencialmente um mês antes do plantio. No caso de solos arenosos, onde deve ser maior a preocupação com a retenção de umidade, o terço inferior da cova deverá ser preenchido com material que favoreça a retenção de água. Quando se utiliza casca de coco, deve-se observar que estas devem ser dispostas com a cavidade voltada para cima, com camadas de solo entre estas, evitando-se a formação de espaços vazios O restante deve ser preenchido com solo de superfície e adubo orgânico, misturados homogeneamente ao fertilizante fosfatado. Recomenda-se o uso de 3kg de torta de mamona ou o equivalente em esterco ou outra fonte orgânica. Como fonte de fósforo, deve-se dar preferência ao superfosfato simples (800 g/cova) em virtude da presença do enxofre na sua composição.
As mudas em raízes nuas devem ser imediatamente plantadas após o arranquio, ou devem permanecer à sombra durante um período o mais curto possível, evitando perda de umidade do material. Recomenda-se a poda das raízes, efetuando-se o plantio no centro da cova, tendo-se o cuidado de evitar o enterramento da muda abaixo do nível do solo.
Para as mudas produzidas em saco plástico, deve-se retirar o saco no momento do plantio.


Espaçamentos utilizados
Os espaçamentos tradicionalmente recomendados para a cultura do coqueiro, utilizam o sistema de plantio em triângulo equilátero possibilitando assim um aumento de 15% do número de plantas por área. São os seguintes os espaçamentos utilizados de acordo com a cultivar a ser implantada: 9m x 9m x 9m (142 plantas por hectare) para a variedade de coqueiro-gigante, de 7,5m x 7,5m x 7,5m (205 plantas por hectare) para a variedade de coqueiro anão e de 8,5m x 8,5m x 8,5m (160 plantas por hectare) para o coqueiro híbrido.
Considerando-se que os novos plantios com coqueiros anões e híbridos são realizados em sua maioria, com irrigação localizada, utilizando-se o sistema de plantio em triângulo equilátero, tem-se observado na maioria das situações, que estes espaçamentos, apresentam problema de sombreamento, decorrente do maior desenvolvimento das plantas. Como conseqüência, aumentam as dificuldades relativas à consorciação com outras culturas e a mecanização nas entrelinhas, comprometendo inclusive a qualidade dos frutos.
A utilização de novos plantios em quadrado e/ou retângulo, ou mesmo em triângulo, adotando-se maiores espaçamentos, além de facilitar o manejo do coqueiral, constitui-se numa alternativa que pode ser seguida entre pequenos produtores de coco, os quais, dependem da utilização das entrelinhas para plantio de culturas de subsistência. Recomenda-se portanto, independentemente do sistema de plantio utilizado, espaçamentos com 8,5 e 9,0m para coqueiros anões e híbridos respectivamente, em função do maior número e da disposição das folhas destas cultivares, o mesmo não ocorrendo em relação a variedade Gigante. Neste caso, apesar do menor número de plantas por área, o produtor tem a opção de ocupar de forma mais eficiente o espaço disponível no coqueiral, utilizando outras culturas nas entrelinhas ou mesmo nas faixas de plantio do coqueiro, aumentando consequentemente a eficiência do seu sistema de produção.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Cultura do Coqueiro


A cultura do Coqueiro!

Cultivares de coqueiro
O gênero Cocos é constituído apenas pela espécie Cocos nucifera L., a qual é composta de algumas variedades, entre as quais as mais importantes são: Typica(Var. Gigante) e Nana (Var. Anã). Os híbridos de coqueiro mais utilizados são resultantes dos cruzamentos entre essas variedades. Atualmente segundo o Sindicato dos Produtores de Coco (SINDCOCO), em torno de 70, 20 e 10% dos plantios de coqueiro no país, são formados pelas cultivares gigante, anão e híbrido, respectivamente.
O coqueiro gigante é ainda bastante explorado, principalmente pelos pequenos produtores de coco. É uma variedade rústica, de crescimento rápido e fase vegetativa longa, iniciando o florescimento entre 5 a 7 anos, em condições ecológicas ideais, chegando a florescer, no entanto, até com 10 anos, após o plantio. Esta variedade atinge 20 a 30m de altura, podendo produzir até 80 frutos/planta/ano, de tamanho variando de médio a grande e com vida econômica de 60 a 70 anos. No Brasil é muito empregado, in natura para uso culinário (na produção de doces, bolos etc.), bem como na agroindústria de alimentos para leite de coco, farinha de coco, entre outros.
O coqueiro anão constitui-se na variedade de coqueiro mais utilizada comercialmente no Brasil, para produção de água de coco, com qualidade sensorial superior às demais cultivares, apesar de poder ser empregada também na agroindústria de alimentos e/ou do fruto seco in natura, com produtividade estimada de polpa nos plantios tecnificados, acima de 8 ton/ha. Neste contexto, essa variedade pode se constituir em alternativa promissora para os produtores de coco seco, pois além de se tornar uma variedade de maior utilidade comercial, reduzirá o “déficit” de produção de polpa atualmente observado nos plantios com as cultivares de coqueiro híbrido e gigante. Além disto, com relação a qualidade dessa polpa, o teor de gordura encontra-se em torno de 30%,sendo menos da metade dos teores encontrados na variedade gigante (65 a 70%) e no híbrido (62 a 65%), abrindo consequentemente, uma perspectiva muito interessante no segmento de mercado de alimentos “light”, a base de coco, que é um mercado crescente.
A variedade Anã apresenta desenvolvimento vegetativo lento, é precoce, iniciando a produção em média com dois a três anos após o plantio. Chega a atingir 10 a 12m de altura e tem vida útil em torno de 30 a 40 anos. Apresenta estipe delgado, folhas numerosas porém curtas, produz um grande número de pequenos frutos (150 a 200 frutos/planta/ano), é mais sensível ao ataque de pragas, como ácaro, e doenças foliares. Em geral apresenta maiores exigências de clima e solo do que a variedade Gigante.
Os frutos do coqueiro anão destinados ao consumo in natura de água de coco devem ser colhidos, principalmente, entre o sexto e o sétimo mês, após a abertura natural da inflorescência, independentemente da cultivar considerada. Nessa idade ocorrem os maiores valores para: pesos de fruto, volume de água de coco, teores de frutose, glicose e grau brix, consequentemente, as características sensoriais são superiores (Tabela 1). Para uso agroindustrial, recomenda-se efetuar uma mistura da água dos frutos colhidos nas idades de 5 a 8 meses. Já os frutos secos para produção agroindustrial de alimentos ou para uso culinário, devem ser colhidos entre 11 a 12 meses de idade.
Tabela 1. Características físico-química de frutos de coqueiro anão no ponto ideal de colheita para uso da água de coco. Aracaju, SE, 2002.
Características
Idade (meses)

6
7
Peso do fruto (g)
1358,9
1558,9
Volume de água (mL)
324,08
289,0
Frutose (g/100 g)
3,25
2,09
Glicose (g/100 g)
2,96
1,95
Grau Brix
6,16
6,13
Potássio (mg/100 mL)
102 a 192
143 a 191
Fonte: ARAGÃO (2002).
A variedade Anã é composta das cultivares amarela, verde , vermelho de Camarões e vermelho da Malásia. No Brasil, a principal demanda para plantio, é da cultivar verde. Segundo estimativas da SINDCOCO, atualmente a área plantada com coqueiro anão verde no país é de 57 mil hectares.
O coqueiro híbrido intervarietal anão x gigante, é uma cultivar de ampla utilidade comercial, podendo ser empregada para produções de água de coco e de fibras, e principalmente, para produção de polpa ou albúmen sólido. A grande dificuldade a curto e médio prazo, é a baixa disponibilidade de sementes híbridas no mercado, para implantação de extensas áreas com essa cultivar.
O uso do coqueiro híbrido pode oferecer diversas vantagens em relação aos parentais Anão e Gigante, em condições agroecológicas ideais de exploração:
  • Maior estabilidade de produção quando submetidos a diferentes condições ambientais;
  • Ampla utilidade do fruto – uso in natura (culinária e água de coco) e emprego agroindustrial (alimento água de coco, saboaria, detergentes, fibras para estofados e ração animal, entre outros); 
  • Fruto de tamanho médio de acordo com a exigência do mercado;
  • Maior produtividade de polpa – pode produzir em média entre 8,5 a 9,5 t/ha de polpa, enquanto o gigante entre 3,5 a 5,0 t/ha e o anão em média 8 t/ha;
  • Maior produtividade de água que o gigante – produz cerca de 10.000 a 12.000 L/ha, enquanto o gigante 5.000 a 7.000 L/ha e produtividade igual ao dos anões; 
  • Maior estabilidade de preço no ano, devido a sua ampla utilidade.



Vantagens do coqueiro híbrido em relação ao gigante:
  • Germinação das sementes mais rápida – germina entre 70 a 90 dias, enquanto o gigante entre 100 a 150 dias; 
  • Crescimento e desenvolvimento da planta mais lento; 
  • Menor porte – atinge até 20m; 
  • Florescimento mais precoce – floresce em média entre 3,0 a 3,2 anos; 
  • Maior produção de frutos por planta - produz em média entre 130 a 150 frutos; 
  • Maior produtividade de frutos - produz em média entre 20.000 a 24.000 frutos/ha, enquanto o gigante nas 8.500 a 11.500 frutos/ha;
  • Água mais saborosa.

Vantagens do coqueiro híbrido em relação ao coqueiro anão:
  • Planta mais vigorosa; 
  • Fruto maior, consequentemente, mais aceito tanto para consumo in natura quanto agroindustrial; 
  • Maior produção de água - produz em média 500 ml/fruto, enquanto o Anão 300 mL/fruto; 
  • Maior produção de polpa – produz em média 350 a 400 g/fruto, enquanto o Anão nas mesmas condições apresenta em média 200g; 
  • Vida útil econômica - entre 50 a 60 anos, portanto, maior que a do Anão. 
    Apesar de apresentar uma série de vantagens, os híbridos apresentam algumas desvantagens em relação aos Anões e Gigante no que se refere a segregação genética. Não se recomenda, portanto, plantar as sementes (sementes F2) colhidas dos híbridos (plantas F1), porque a plantação originada dessas sementes, além de ter uma produção de frutos menor em relação a produção das plantas híbridas, será muito desuniforme para qualquer característica, principalmente, aquelas de interesse agronômico e econômico, como: início de florescimento, produção de frutos, porte, tolerância e ou resistência às pragas, doenças e estresse ambiental, entre outras. Estes aspectos não interessam ao produtor.
  •  
Desvantagens do coqueiro híbrido em relação ao coqueiro gigante:
  • Planta menos rústica; 
  • Menor produção de polpa – produz em média 350 a 400 g/fruto de polpa enquanto o coqueiro gigante entre 400 a 500 g/fruto; 
  • Menor produção de água – produz em média 500 mL/fruto, enquanto o coqueiro gigante 600 mL/fruto;
  • Vida útil econômica entre 50 a 60 anos, portanto menor que a do coqueiro gigante.
    Desvantagens do coqueiro híbrido em relação ao coqueiro anão:
  • apresenta germinação da semente mais lenta – germina entre 70 a 90 dias, enquanto o anão entre 40 a 60 dias; 
  • Crescimento e desenvolvimento da planta mais rápido; 
  • Maior porte – atinge 20m de altura, enquanto o anão atinge até 12m; 
  • Florescimento mais tardio – floresce em média entre 3,0 a 3,2 anos, enquanto o Anão floresce em média entre 2,5 a 2,9 anos; 
  • Menor produção de frutos – produz em média entre 130 a 150 frutos/planta/ano, enquanto o anão entre 150 a 200 frutos/planta/ano.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Artigo sobre coqueiro anão está entre os mais lidos em revista inglesa




Artigo do pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE) Edson Eduardo Melo Passos está no ranking dos dez artigos mais lidos da revista Experimental Agriculture, publicada pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O ranking se refere às publicações veiculadas pela revista no período de janeiro de 2009 a janeiro de 2010.
“The influence of vapour pressure deficit on leaf water relation of cocos nucifera in northeast Brasil” tem como primeiro autor o pesquisador da Edson Passos e contou com a colaboração do pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Carlos Henrique Prado e do pesquisador aposentado da Embrapa Wilson Aragão.

Este é o único artigo de autores brasileiros que faz parte do ranking. A publicação aborda a influência dos fatores ambientais nas respostas fisiológicas e no desenvolvimento do coqueiro anão nos tabuleiros costeiros e região semiárida do Nordeste do Brasil. A pesquisa foi realizada de 2002 a 2003 no Platô de Neópolis (SE) e em Petrolina (PE), com o objetivo de verificar o comportamento da cultura do coqueiro em duas regiões com condições climáticas distintas.

A pesquisa concluiu que mesmo o coqueiro anão verde, que é sensível à seca, apresenta bom desenvolvimento em regiões com elevado estresse hídrico no solo e na atmosfera desde que seja complementado com irrigação. Edson Passos explica que ainda há a vantagem de, na região semiárida, o coqueiro ser menos afetado pelas doenças causadas por fungo do que na região costeira onde a umidade atmosférica é mais elevada. “Este trabalho confirma que o coqueiro pode ser cultivado em condições de baixo índice pluviométrico, desde que outros fatores como temperatura e luz não sejam limitantes”, afirma.

Para o pesquisador, alguns fatores explicam o alto índice de leitura do artigo. “Além da qualidade técnica, percebemos o interesse que a cultura do coqueiro desperta no mundo inteiro; e pelo fato de o trabalho estar relacionado ao tema, que preocupa toda a sociedade, que é como o clima interfere nas culturas tropicais”, ressalta Edson Passos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Coqueiro Lembra Coco Gelado e Qualidade de Vida

Coqueiro Anão!



O valor nutritivo do coco varia de acordo com seu estado de maturação, apresentando de maneira geral bom teor de sais minerais (Potássio, Sódio, Fósforo e Cloro), e fibras, importantes para o estímulo da atividade intestinal.
coco realça o sabor dos alimentos, sendo excelente no preparo de bebidas, pratos doces e salgados, substituindo com vantagem nozes e amêndoas nos diferentes tipos de receitas.
coco verde, encontrado em praias, possui maior quantidade de líquido que o maduro e tem polpa tenra, sendo muito apreciado como bebida e no preparo de cocadas moles.
Já o coco maduro é contra-indicado às pessoas com problema cardíaco e que tenham alta taxa de colesterol no sangue.
Para verificar se o coco maduro está em boas condiçõeos é suficiente bater com uma moeda na casca. Se ele estiver fresco, o som será estridente. Som oco indica que a fruta está estragada.
Devido ao seu conteúdo em sais de Potássio e Sódio, o coco é um alimento adequado contra arteriosclerose, para os nervos, cérebro e pulmões, além de ser um bom alimento para os diabéticos.
A água de coco, muito saborosa, é também ótimo remédio. Pode ser empregada como diurético, por ser inofensiva e rica em sais de Potássio. É também indicada nos casos de diarréia, vômitos ou mesmo desidratação. Tem grande eficácia nos casos de pressão alta, problemas cardíacos, cãimbras, fraqueza muscular, dores de cabeça e mal-estar. Ajuda também no crescimento infantil e no combate ao colesterol.
coco pode ser conservado em geladeira de 15 dias e um mês.
Seu período de safra vai de janeiro a julho.
Cem gramas de coco maduram fornecem 266 calorias e 100 gramas de água de coco 22 calorias.
Fonte: www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/coco/coco-13.php

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Coqueiro -Uma Grande Familia


Coqueiro.




O Arecaceae ou familiar de palma é uma grande família, distinto de plantas monocotiledôneas, contendo até 4.000
 Espécies. Distribuídas entre 200 contendo +gêneros. O coqueiro, Cocos Nucifera L. é sem dúvida a planta economicamente mais importante na família, como ele é usados tanto como um ornamental uma cultura alimentar.



Cultivares:

Coqueiro tem dois subgrupos naturais simplesmente referidos como "alto" e "anão". Plantios comerciais mais usar alto rendimento, cultivares mais altos vividos, e cada região tem suas próprias seleções, por exemplo, 'Ceilão Tall', indiano Tall ',' Jamaica Tall '(syn.' Atlantic Tall '),' Panama Tall '(syn . Pacific Tall '). O grupo cultivar alto às vezes é dado o nome de Cocos nucifera var. typica , eo anão cultivar grupo C. nucifera var. nana .




O Conuts é usado para derivar uma série de produtos: Copra-o endosperma seco ou “carne” de coco comumente visto em bolos e doces óleo de coc - em 2002, a produção foi um pouco mais do que a produção de azeite. Bolo de coco-o resíduo deixado depois de pressionar o óleo de copra, utilizado como material de embalagem, cordas, esteiras, combustível e no envasamento mistura de água em cocos imaturos oferece uma refrescante bebida nutritiva.

http://www.fruit-crops.com/coconut-cocos-nucifera/

domingo, 19 de maio de 2013

Plantar Coco Infoteca Embrapa


No Brasil, tradicionalmente, a cultura
do coco ocupa a faixa litorânea do Nordeste,
onde é explorada a variedade Gigante, responsável
pela produção de “coco seco”. Essa
variedade, destinada ao mercado in natura e
à indústria de alimentos, ocupa uma área de
282 mil hectares, aproximadamente. Nessa
região, predominam pequenas propriedades
(menos de 10 ha), que se caracterizam pela
utilização de sistemas de produção semiextrativistas.
A partir de 1985, observou-se um crescimento
significativo do cultivo da variedade
Anão, destinada à produção de água-de-coco,
levando essa variedade a ocupar atualmente
uma área estimada de 80 mil hectares. Nesse
caso, observa-se que o plantio é realizado
em grandes áreas, onde se utilizam sistemas
intensivos de produção, com irrigação localizada
por microaspersão.

10
O cultivo do coqueiro-híbrido, resultante
do cruzamento das variedades Gigante
e Anão, embora apresente grande potencial
produtivo decorrente de sua dupla aptidão
(indústria e água-de-coco), não apresenta
área significativa de plantio, haja vista as dificuldades
e os custos elevados para se obter
sementes híbridas.
Qualquer que seja a opção do produtor,
a cultura do coqueiro apresenta grande potencial
de exploração, considerando-se sua
capacidade de adaptação a diferentes condições
de clima e solo, além do que se presta
muito bem ao cultivo consorciado com outras
culturas, característica da maior importância
para o pequeno produtor com limitada área
de cultivo.
Importância Econômica
A produção brasileira de coco, que chegou
a 1,3 bilhão de frutos em 2001, encontra-se
11
distribuída por todo o território nacional,
com exceção do Rio Grande do Sul e de
Santa Catarina, em decorrência de suas limitações
climáticas durante parte do ano.
Em 1985, no Brasil, a área colhida com
coqueiro situava-se em torno de 166 mil hectares.
De 1985 a 2001, houve um acréscimo
de 100 mil hectares na área plantada, o que
significa que, no início de 2006, essa área
ultrapassou, seguramente, os 266 mil hectares,
70% dos quais estima-se que sejam de
coqueiro-anão, 15% de coqueiro-híbrido e
outros 15% de coqueiro-gigante.
Nesse mesmo período, verificou-se um
deslocamento das áreas tradicionais de produção
de coco em direção às regiões Norte e
Sudeste (Tabela 1). Nessa tabela, pode-se
constatar que em 1985 a Região Nordeste
detinha mais de 94% da produção e mais de
96% da área colhida com coco, ao passo que,
12
em 2001, sua participação foi reduzida para
71,2% da produção brasileira e para 87,6%
da área total colhida. Para a produção conjunta
das regiões Norte e Sudeste, observa-se que
sua participação na produção total passou de
5,6% para 28,8%, entre 1985 e 2001. O
aumento significativo tanto do percentual de
produção quanto, principalmente, do rendimento
por hectare observado nessas regiões
pode ser atribuído à utilização da cultivar
Anão Verde, destinada à produção de águade-
coco, que se caracteriza por maior
produção de frutos por hectare.
Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal.
Tabela 1. Rendimento, área colhida e produção de coco, por
região, em 1985 e em 2001.
13
Origem e Distribuição
A hipótese mais aceita é que o coqueiro
tenha se originado no Sudeste Asiático, principalmente
nas ilhas entre os oceanos Índico e
Pacífico. Dessa região, foi levado para a Índia
e em seguida para o Leste Africano. Após o
descobrimento do Cabo da Boa Esperança,
foi introduzido no Oeste Africano e daí para
as Américas e toda a Região Tropical do globo.
No Brasil, as evidências históricas indicam
que o coqueiro-gigante foi introduzido
em 1553, pelos portugueses. A introdução dos
coqueiros-anões ocorreu da seguinte forma:
o anão-verde, em 1924, de Java, e em 1939,
do Norte da Malásia; o anão-amarelo, em
1938, e o anão-vermelho, em 1939, ambos
provenientes do Norte da Malásia. O anãovermelho-
de-camarões foi introduzido em
1978, proveniente da Costa do Marfim.
14
No Brasil, o coqueiro-gigante é cultivado
predominantemente no litoral do Nordeste,
local de sua introdução pelos portugueses em
meados do século 16. Ultimamente, vem se
expandindo para as regiões Norte e Centro-
Oeste, para partes do Sudeste e do Sul, e
para a Região Semi-Árida do Nordeste, por
meio de projetos governamentais de fomento
à cultura e, principalmente, de grandes projetos
privados, podendo ser considerado como
uma alternativa para o desenvolvimento sustentável
dessas regiões.
Aspectos Botânicos
O coqueiro (Cocos nucifera L.) é a única
espécie do gênero cocos pertencente à família
Palmae, uma das mais importantes famílias
da classe Monocotyledoneae.
Raiz – O coqueiro não possui uma raiz
principal, mas um sistema radicular fasciculado
característico das monocotiledôneas. A base
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do tronco produz continuamente, durante toda
sua vida, as raízes mais grossas (raízes primárias),
com 8 a 10 mm de diâmetro, em número
variável de 2 mil a 10 mil, dependendo das
condições ambientais e do material genético.
Essas raízes, cuja principal função é a fixação
do coqueiro ao solo, apresentam capacidade
de absorção reduzida, restrita à pequena parte
clara situada logo atrás da coifa, a qual é responsável
pela absorção de água e de substâncias
minerais do solo.
Das raízes primárias partem as secundárias
e destas, as terciárias, que produzem radicelas
com 1 a 3 mm de diâmetro, as quais
constituem os verdadeiros órgãos de absorção,
uma vez que as raízes do coqueiro não
possuem pêlos absorventes. As radicelas encontram-
se nas camadas mais superficiais do
solo, podendo aprofundar-se, dependendo da
umidade do solo e da proximidade do lençol
freático.
Fonte do Livro como plantar coco Embrapa pag 9 a 15

Autores
Dulce Regina Nunes Warwick
Engenheira agrônoma, Ph.D. em Fitopatologia
Pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros
dulce@cpatc.embrapa.br
Edna Castilho Leal
Engenheira agrônoma, M.Sc. em Fitopatologia
Pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros
edna@cpatc.embrapa.br
Edson Eduardo Melo Passos
Biólogo, M.Sc. em Fisiologia Vegetal
Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros
edson@cpatc.embrapa.br
Fernando Luis Dultra Cintra
Engenheiro agrônomo, Dr. em Física do Solo
Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros
fcintra@cpatc.embrapa.br

http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/122591/1/00078970.pdf